Fascinante e aterrorizante, Cármen, encerrada injustamente na figura de mulher fatal, revela-se mais complexa e perturbadora. Para lá da imagem esperada da sedutora em luta com os homens numa história de amor e morte, Cármen reivindica a sua liberdade, altera a ordem estabelecida, encarna a atracção pelo proibido e a promessa de transgressão. Modelo da ambivalência, transpõe os limites do feminino e mesmo do humano. Entre o homem e o animal, Cármen metamorfoseia-se, mudando de sexo e de espécie, desvendando a sua masculinidade e a sua animalidade. Feminiza os homens através da inversão dos papéis, faz valer a sua força viril até destruir a identidade masculina. O seu combate final, metáfora da corrida, identifica-se com o touro estocado de morte. Simbolizando a «bela» e o «monstro», Cármen, na sua luta e na sua obstinação masculinas, deixar-se-á arrastar para o seu destino fatal.
Sinopse
Fascinante e aterrorizante, Cármen, encerrada injustamente na figura de mulher fatal, revela-se mais complexa e perturbadora. Para lá da imagem esperada da sedutora em luta com os homens numa história de amor e morte, Cármen reivindica a sua liberdade, altera a ordem estabelecida, encarna a atracção pelo proibido e a promessa de transgressão. Modelo da ambivalência, transpõe os limites do feminino e mesmo do humano. Entre o homem e o animal, Cármen metamorfoseia-se, mudando de sexo e de espécie, desvendando a sua masculinidade e a sua animalidade. Feminiza os homens através da inversão dos papéis, faz valer a sua força viril até destruir a identidade masculina. O seu combate final, metáfora da corrida, identifica-se com o touro estocado de morte. Simbolizando a «bela» e o «monstro», Cármen, na sua luta e na sua obstinação masculinas, deixar-se-á arrastar para o seu destino fatal.
Ficha Técnica
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