«"Le meilleur choix de poèmes est celui que l'on fait pour soi",
escreveu Paul Éluard, e, no que respeita a esta antologia, gostaria de
lhe roubar o lema (...). Tendo em conta que o meu primeiro encontro com a
obra de Adília aconteceu através da descoberta da pequena preciosidade
que é O Marquês de Chamilly [Kabale und Liebe], que teve continuação
temática em 2000 com O regresso de Chamilly; e considerando que a
temática de Marianna Alcoforado, freira histórica e figura literária
recriada por Adília Lopes, está presente em toda a sua obra, optei por
incluir nesta antologia a totalidade dos textos que integram aqueles
dois livros, tanto como todos os outros poemas que pertencem a este
campo temático. Em relação aos outros textos escolhidos, deixei-me guiar
mais pelo gosto pessoal do que por considerações de outra ordem. Neste
gosto contaram, com certeza, o meu apreço pela auto-ironia, pelo
distanciamento irónico e pela reflexão poética sobre a relação entre a
vida e a literatura. Quando Adília Lopes criou a sua Marianna Alcoforado, conseguiu insuflar o
sopro da vida numa personagem cuja concepção é aberta e por isso
permite que, através dela, e a partir dela, possa nascer um número
virtualmente ilimitado de outros textos poéticos.» Do Posfácio de Elfriede Engelmayer
Sinopse
Quando Adília Lopes criou a sua Marianna Alcoforado, conseguiu insuflar o sopro da vida numa personagem cuja concepção é aberta e por isso permite que, através dela, e a partir dela, possa nascer um número virtualmente ilimitado de outros textos poéticos.»
Do Posfácio de Elfriede Engelmayer
Ficha Técnica
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