Capelas Imperfeitas Fechar

Capelas Imperfeitas

De: Isabel Allegro de Magalhães

  • Actualmente estrelas
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
 
€ 27,56
 
Expedição prevista no prazo de 4 a 6 dias úteis
  • em Portugal. V. condições de entrega para envios internacionais. Sujeita a confirmação de disponibilidade na respectiva editora.
 
 

Sinopse

Aquilo que Isabel Allegro de Magalhães persegue nas suas leituras tem a ver com uma oscilação entre cenografias e o que se indica com uma palavra a que não estamos habituados: “cintigrafias”. As “cenografias” dizem respeito a uma espécie de postulado insistente: qualquer poesia lírica não é a expressão de um “eu”, mas a encenação colectiva e individual (a distinção é certamente discutível, mas, a existir, exige certamente esta ordem) desse “eu”. Se passarmos da poesia ao romance, as razões acrescem.Mas, se a cenografia permanece num certo plano da imanência, estabelecendo-se apenas linhas de perspectiva num cenário, já a “cintigrafia” parece apontar para a consideração de dois planos (que é o dispositivo tradicional de toda acrítica: só há ciência onde atrvés do manifesto nos aproximamos do latente estruturante). O termo aponta para a prática clínica: trata-se de “um meio técnico de diagnóstico que observa o esqueleto humano depois de no organismo ter sido injectada uma substância radioactiva que o torna cintilante”. Nos termos de análise literária, é algo que começa por ser interior ao trabalho poético: uma articulação activa e produtiva de fingimento e testemunho. E que se pode apresentar nestes termos: “uma recapitulação que pelo fingimento poético cria cenas onde se reinventa o testemunho de um ‘eu’ que em diferido sintetizam”. Mas podemos sem abuso transferir o mecanismo para o próprio trabalho crítico: quem escreve sobre um texto literário opera também uma recapitulação: “A poesia é o que recapitula o mundo /chamando-o em cada chama / pela chama de cada sílaba”, como escreve Manuel Gusmão. Ora esta recapitulação é sempre um refazer por palavras de algo que dá testemunho do que tinha sido feito, mas que faz ver um além sempre suspenso desse fazer: daí a cintilação por onde se entrevê a estrutura que sustente um corpo.Mas como se trata de um processo em aberto, há algo de estruturalmente diferido que suspende o momento da evidência plenaO que ganha particular relevo nas experiências da pluralidade irredutível que o romance nos traz: “Um texto (escreve a Autora) é pois um ponto de encontro das personagens, o centro de uma força, centrípeta, para onde convergem, vindas de uma origem perdida ou desconhecida, e de outra força, centrífuga, que as faz, no final, partir”.  

Ficha Técnica

  • Editora: Livros Horizonte
  • Colecção: Horizonte Universitáro
  • Data de Publicação: 2002
  • Encadernação: Capa Mole - 320 páginas páginas
  • Idioma: Português
  • ISBN: 9789722412230
  • Dimensões do livro: 170 x 240 mm
  • Avaliação média dos leitores:
    • Actualmente 0 estrelas
    • 1
    • 2
    • 3
    • 4
    • 5
    (0 comentários dos leitores)
 
 

Comentários

Para comentar precisa de estar registado

Se encontrou conteúdo errado ou ofensivo nesta página envie-nos um e-mail.

LIVROS DO MESMO AUTOR

  1. livro O Sexo dos Textos   € 13,78  
Ver todos

LIVROS DA MESMA EDITORA

  1. O Castor   € 3,28  
  2. O Nosso Primo em Bruxelas   € 7,93  
Ver todos

Partilhar por e-mail Fechar

 
 
 
 
Livro adicionado ao carrinho
De momento, este livro não está disponível para encomenda.