«O Caderno de Memórias Coloniais relata a história de uma menina a
caminho da adolescência, que viveu essa fase da vida no período
tumultuoso do final do Império colonial português.
O cenário é a cidade de Lourenço Marques, hoje Maputo, espaço no qual se
movem as duas personagens em luta: pai e filha.» Isabela Figueiredo, in
«Palavras prévias»
«Nenhum livro restitui, melhor do que este, a verdade nua e brutal do
colonialismo português em Moçambique. Até porque, como a autora refere,
ele aparece envolvido pelo mito da sua mansuetude - sobretudo quando
comparado, como era sempre, com o apartheid sul-africano. Mito tão
interiorizado pelos próprios colonos que através dele, como por uma
lente, percepcionavam a realidade de que constituíam um elemento
decisivo - como considerar-se a si mesmos violentos e prepotentes no
tratamento que davam aos negros?
A verdade escondia-se sob a boa consciência necessária à regularidade
quotidiana da vida «paradisíaca» dos brancos. Para a desenterrar era
preciso ir procura-la nas sensações infinitamente vibráteis e virgens de
uma menina, filha de colonos, que vivia à flor da pele o sentido mais
profundo de tudo o que acontecia.»
José Gil, in «Sobre Caderno de Memórias Coloniais»
Sinopse
O cenário é a cidade de Lourenço Marques, hoje Maputo, espaço no qual se movem as duas personagens em luta: pai e filha.» Isabela Figueiredo, in «Palavras prévias»
«Nenhum livro restitui, melhor do que este, a verdade nua e brutal do colonialismo português em Moçambique. Até porque, como a autora refere, ele aparece envolvido pelo mito da sua mansuetude - sobretudo quando comparado, como era sempre, com o apartheid sul-africano. Mito tão interiorizado pelos próprios colonos que através dele, como por uma lente, percepcionavam a realidade de que constituíam um elemento decisivo - como considerar-se a si mesmos violentos e prepotentes no tratamento que davam aos negros?
A verdade escondia-se sob a boa consciência necessária à regularidade quotidiana da vida «paradisíaca» dos brancos. Para a desenterrar era preciso ir procura-la nas sensações infinitamente vibráteis e virgens de uma menina, filha de colonos, que vivia à flor da pele o sentido mais profundo de tudo o que acontecia.»
José Gil, in «Sobre Caderno de Memórias Coloniais»
Ficha Técnica
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