Bouzean começou por ser uma viagem de três artistas – Pedro Paixão, Rui Moreira e Tiago Marrecas – ao deserto marroquino. O objectivo era, num local sem referências, explorar a prática do desenho, pensar o desenho através do ponto zero. Aí desenharam,fotografaram e filmaram.O resultado foi apresentado numa exposição em Faro, integrada na programação da Capital Nacional da Cultura. Neste espaço, as obras viveram em diálogo umas com as outras, justificando-se e complementando-se de sala em sala.Bouzean é agora um livro, a conjugação entre uma viagem pelos trabalhos dos três artistas e três textos que lhes abrem leituras. Aprimeira parte é constituída por um ensaio visual que conjuga, sobrepõe e confronta imagens das suas obras. A este ensaio segue-se um texto do escritor Adalberto Alves, especialista na cultura árabe e nos caminhos do deserto. Adalberto apresenta o deserto e a viagem”, que, pautado por um conjunto de poemas luso-árabes escritos entre os séculos XII e XVIII, se debruça sobre a ideia de viajar no deserto. Segue-se um texto de Filipa Oliveira (comissária da exposição em Faro), onde a obra de cada um dos artistas é abordada e ligada a Bouzean. Por fim, um dos artistas, Pedro Paixão, apresentando-se pela primeira vez como escritor, assina um texto sobre o verbo que fundamenta toda a pesquisa e trabalho destes artistas: maravilhar.
Sinopse
Bouzean começou por ser uma viagem de três artistas – Pedro Paixão, Rui Moreira e Tiago Marrecas – ao deserto marroquino. O objectivo era, num local sem referências, explorar a prática do desenho, pensar o desenho através do ponto zero. Aí desenharam,fotografaram e filmaram.O resultado foi apresentado numa exposição em Faro, integrada na programação da Capital Nacional da Cultura. Neste espaço, as obras viveram em diálogo umas com as outras, justificando-se e complementando-se de sala em sala.Bouzean é agora um livro, a conjugação entre uma viagem pelos trabalhos dos três artistas e três textos que lhes abrem leituras. Aprimeira parte é constituída por um ensaio visual que conjuga, sobrepõe e confronta imagens das suas obras. A este ensaio segue-se um texto do escritor Adalberto Alves, especialista na cultura árabe e nos caminhos do deserto. Adalberto apresenta o deserto e a viagem”, que, pautado por um conjunto de poemas luso-árabes escritos entre os séculos XII e XVIII, se debruça sobre a ideia de viajar no deserto. Segue-se um texto de Filipa Oliveira (comissária da exposição em Faro), onde a obra de cada um dos artistas é abordada e ligada a Bouzean. Por fim, um dos artistas, Pedro Paixão, apresentando-se pela primeira vez como escritor, assina um texto sobre o verbo que fundamenta toda a pesquisa e trabalho destes artistas: maravilhar.Ficha Técnica
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