No trabalho que agora apresentamos pretendemos dar a conhecer, de modo introdutivo, as colecções artísticas de D. João IV. Abordaremos sobretudo a temática das preciosidades que reuniu ao longo da vida, talvez de longe as suas colecções mais importantes e por si estimadas. Os estudos sobre ourivesaria e joalharia que temos realizado fizeram-nos reunir nos últimos anos variada documentação inédita sobre as colecções do “Restaurador” e que são objecto desta edição. Fundamentalmente, desejamos divulgar neste pequeno trabalho um corpus documental relacionado com o coleccionismo joanino – com realce para os apontamentos reunidos pelo mantieiro e fiel secretário particular do “Restaurador”, António Cavide –, que esperamos vir a ser útil a uma outra série de estudos, relativos à figura do “Restaurador” e da sua época, não se resumindo, de modo algum, apenas ao coleccionismo ou à arte. Por outro lado, toda esta documentação permitirá igualmente auxiliar o estudo da joalharia em Portugal nos meados do século xvii – os inventários das jóias são particularmente desenvolvidos –, época de transição em que dentro da interpretação da história da arte se entrecruzam duas produções ou tendências artísticas: por um lado evidencia-se o crepúsculo da longa tradição renascentista e por outro, o emergir da jóia barroca com o triunfo das pedrarias.
Sinopse
No trabalho que agora apresentamos pretendemos dar a conhecer, de modo introdutivo, as colecções artísticas de D. João IV. Abordaremos sobretudo a temática das preciosidades que reuniu ao longo da vida, talvez de longe as suas colecções mais importantes e por si estimadas. Os estudos sobre ourivesaria e joalharia que temos realizado fizeram-nos reunir nos últimos anos variada documentação inédita sobre as colecções do “Restaurador” e que são objecto desta edição. Fundamentalmente, desejamos divulgar neste pequeno trabalho um corpus documental relacionado com o coleccionismo joanino – com realce para os apontamentos reunidos pelo mantieiro e fiel secretário particular do “Restaurador”, António Cavide –, que esperamos vir a ser útil a uma outra série de estudos, relativos à figura do “Restaurador” e da sua época, não se resumindo, de modo algum, apenas ao coleccionismo ou à arte. Por outro lado, toda esta documentação permitirá igualmente auxiliar o estudo da joalharia em Portugal nos meados do século xvii – os inventários das jóias são particularmente desenvolvidos –, época de transição em que dentro da interpretação da história da arte se entrecruzam duas produções ou tendências artísticas: por um lado evidencia-se o crepúsculo da longa tradição renascentista e por outro, o emergir da jóia barroca com o triunfo das pedrarias.Ficha Técnica
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