As grandes dificuldades e contradições sociais levam os poetasbarrocos a olhar omundo como umlugar de desconcerto, de incertezae de engano, em que a virtude é menosprezada mesmopor aqueles que a apregoam, e os altos cargos da corte, da administração,da justiça e da Igreja são privilégio dos que se impõempelo favor do nascimento, do dinheiro ou até da corrupção,em que a permanência é uma aparência e só existe ofugitivo e vão, emque os bensmateriais são umresultado da desordemque prevalece na sociedade.Assimos temas dominantes do Barroco são o desengano e a fugacidadedo tempo, o cântico das ruínas como símbolos de umpassadoglorioso e feliz de que não restam mais do que pobres vestígiosque são uma lição para os homens de que tudo é transitório[…].As galas formais, os preciosismos conceptistas e culteranos representamomedode encarar a realidade torpe que cerca o homem(medo esse, aliás, fútil, porquea realidade é de tal modo forte que não admite disfarce) e correspondem ao luxo dos palácios, dosjardins, dos trajos, das jóias dos poderosos, tão enganadores como o lembram os poemas fúnebresdedicados a esses poderosos, que na verdade são terra, que é terra o ser humano, como avisaGóngora perante o sepulcro da duquesa de Lerma.»
Sinopse
As grandes dificuldades e contradições sociais levam os poetasbarrocos a olhar omundo como umlugar de desconcerto, de incertezae de engano, em que a virtude é menosprezada mesmopor aqueles que a apregoam, e os altos cargos da corte, da administração,da justiça e da Igreja são privilégio dos que se impõempelo favor do nascimento, do dinheiro ou até da corrupção,em que a permanência é uma aparência e só existe ofugitivo e vão, emque os bensmateriais são umresultado da desordemque prevalece na sociedade.Assimos temas dominantes do Barroco são o desengano e a fugacidadedo tempo, o cântico das ruínas como símbolos de umpassadoglorioso e feliz de que não restam mais do que pobres vestígiosque são uma lição para os homens de que tudo é transitório[…].As galas formais, os preciosismos conceptistas e culteranos representamomedode encarar a realidade torpe que cerca o homem(medo esse, aliás, fútil, porquea realidade é de tal modo forte que não admite disfarce) e correspondem ao luxo dos palácios, dosjardins, dos trajos, das jóias dos poderosos, tão enganadores como o lembram os poemas fúnebresdedicados a esses poderosos, que na verdade são terra, que é terra o ser humano, como avisaGóngora perante o sepulcro da duquesa de Lerma.»Ficha Técnica
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