O poema, em Natércia Freire, dir-se-ia sustentado pelo empenhamento, pelo movimento em direcção ao sublime, este sobrecarregado por uma solidão da imaginação. Neste torpor, a poetisa em sua qualidade repelida e de novo retomada (…), torna o vazio/ausência/distância uma das metáforas mais presentes na sua escrita. (…)Mas Natércia Freire é sobretudo poesia. Talvez porque, longe da significação lógica dos vocábulos, a sua escrita assente numa fuga aos limites temporais, aceitando a morte como um lado luminoso da vida, o aquém e o além que é, para Rainer Maria Rilke, a ‘pátria’ dos anjos. (…)Natércia Freire regressa, no entanto, sempre ao mundo, entendido como potencialidade cósmica, por meio de grandes motivos como a memória e a infância, a saudade e a solidão, o mistério e a dúvida, o despojamento e a contemplação, o misticismo e a morte, não esquecendo a faceta de intervenção social em alguns dos seus poemas num percurso animado por uma voz que participa de um processo de humanização”, escreve Ana Marques Gastão no posfácio à obra.
Sinopse
O poema, em Natércia Freire, dir-se-ia sustentado pelo empenhamento, pelo movimento em direcção ao sublime, este sobrecarregado por uma solidão da imaginação. Neste torpor, a poetisa em sua qualidade repelida e de novo retomada (…), torna o vazio/ausência/distância uma das metáforas mais presentes na sua escrita. (…)Mas Natércia Freire é sobretudo poesia. Talvez porque, longe da significação lógica dos vocábulos, a sua escrita assente numa fuga aos limites temporais, aceitando a morte como um lado luminoso da vida, o aquém e o além que é, para Rainer Maria Rilke, a ‘pátria’ dos anjos. (…)Natércia Freire regressa, no entanto, sempre ao mundo, entendido como potencialidade cósmica, por meio de grandes motivos como a memória e a infância, a saudade e a solidão, o mistério e a dúvida, o despojamento e a contemplação, o misticismo e a morte, não esquecendo a faceta de intervenção social em alguns dos seus poemas num percurso animado por uma voz que participa de um processo de humanização”, escreve Ana Marques Gastão no posfácio à obra.Ficha Técnica
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