Este novo livro de Adolfo Maria é uma das obras mais abrangentes
publicadas nos últimos tempos sobre Angola na medida em que articula a
situação deste país com as de outros países africanos e respectiva
evolução histórica, tanto a norte como a sul, ao ritmo dos
acontecimentos que se sucederam em África e que constituem a actualidade
desta parte do mundo. O livro inscreve-se assim na vasta e valiosa
literatura de investigação publicada em diversas línguas. Olhando para o
seu país, o autor não deixa de abordar questões candentes que ainda vêm
do passado (a história do nacionalismo angolano e suas repercussões na
vivência do país desde a independência, o tema fracturante do 27 de Maio
ou de outras dissidências, a guerra e o processo de paz, o significado
político das eleições, o processo e objectivos políticos que levaram à
adopção da Constituição de 2010, a crispação inter-partidária que por
vezes atinge picos de verdadeira intolerância ou ainda algo de mais
recente mas que merece uma atenção redobrada pelo seu significado
político e social e pelas consequências que daí possam advir, as
manifestações de jovens que desde 2011 agitam Luanda. Tudo somado leva
Adolfo Maria a escrever: ‘os dirigentes dos partidos têm de respeitar-se
uns aos outros e, sobretudo, têm de representar os cidadãos. Como?
Pensando mais no país do que em si próprios. Está na hora de sabermos
conviver nas nossas diferenças, de sabermos ver no outro um nosso
igual’. Por isso, os escritos sobre os temas convivência e cidadania são
substancial parte da obra. O interesse deste livro é, pois, imenso e
tal deve-se também ao facto do autor se preocupar em fazer a cada passo
propostas construtivas que os políticos angolanos seriam bem inspirados
em tomar seriamente em consideração. Adolfo Maria deixa muitas pistas de
reflexão. [Prefácio de Adelino Torres e Manuel Ennes Ferreira]
Sinopse
Ficha Técnica
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