Dia 14 de Agosto de 1385. Instalado, desde manhãzinha, no extremo norte do planalto de S. Jorge, uma força portuguesa sob o comando de D. João I e de Nun'Álvares Pereira, estimada segundo diferentes fontes entre 6.500 e 10.000 combatentes, incluindo um contingente de cerca de 200 arqueiros ingleses, aguarda a poderosa hoste de D. Juan de Castela, reforçada por um forte contingente francês de 2.000 cavaleiros, que viaja de Leiria para sul, rumo a Lisboa. A desproporção das forças em presença seria de 1 para 4 a favor de Castela. A estratégia é clara: o inimigo não poderá passar sem dar batalha. A táctica, essa, é de inspiração inglesa e bem à medida do século XIV: escolher uma boa posição, fortificá-la, adoptar uma postura defensiva, apear todos os combatentes e tirar partido do poder de tiro de arqueiros e besteiros. O comando militar português não se enganou: na batalha entre os dois reis que se seguiu (o que não era vulgar na Idade Média) a chacina foi tremenda, cobrindo Castela de luto até ao Natal de 1387
Professor Associado com Agregação da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, onde, no âmbito do Instituto de História e Teoria das Ideias, exerce funções...
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