Raras vezes uma batalha teve um impacto tão determinante como o confronto entre
marroquinos e portugueses na batalha de Alcácer Quibir. Para Portugal o desastre
significou a perda da independência e o fim do primeiro império europeu fora da Europa. O
rei português, D. Sebastião, tem sido desprezado por uns como um quase imbecil ou doente
mental, por outros idolatrado como uma espécie de messias português. Se muito já foi
feito para perspectivar uma visão menos comprometida sobre o monarca, já sobre a
batalha de Alcácer continuamos a tropeçar em opiniões e análises recorrentes, velhas de
mais de meio século. A campanha de Alcácer Quibir encerra erros. Mas pouco se tem
referido do extenso planeamento desta intervenção militar, que se iniciou com a
profunda reforma das instituições militares encetada por Dom Sebastião e cujas formas
de recrutamento e mobilização serão aproveitadas para o esforço de guerra na
Restauração, e das formas de combate, a par dos modelos Europeus mais avançados, que
faziam parte do desenvolvimento da arte militar no Portugal de Quinhentos,.
Livro inovador, de um especialista desta época, investigador reconhecido e premiado, esta
descrição da batalha de Alcácer Quibir apresenta uma visão bem diferente das descrições
clássicas, baseado no conhecimento profundo do autor da arte da guerra no século
XVI e da sua aplicação tanto na Europa como sobretudo em Portugal.
Nasceu em Tomar no ano de 1964. Concluiu em 1991 a licenciatura em arquitectura na Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa, na especialidade...
Sinopse
Ficha Técnica
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