O dia do Papa começa antes das cinco horas da manhã e é nutrido pelas
leituras da Missa do dia: é este tempo de oração que o Santo Padre
deseja partilhar quotidianamente com os fiéis. Não numa solene
celebração em São Pedro, mas numa Missa «doméstica», na capela da
residência de Santa Marta. As homilias do papa Francisco, que se
tornaram num dos aspetos mais característicos do seu pontificado, nascem
ali, espontaneamente, e constituem o coração pulsante da sua pastoral,
mensagens densíssimas que apelam ao coração do Evangelho. No entanto, é
preciso ter cuidado para não as ler apenas como um panorama de doçura:
contêm palavras fortes, frequentes denúncias e ainda "reparos" muito
precisos. Sobretudo, guiam-nos nas lutas de cada dia: o combate contra o
«príncipe deste mundo», no confronto da alma com Deus e na difícil
relação com o poder. O seu valor simbólico é tanto maior quanto mais nos
transmitem o sentido do anúncio evangélico de uma forma peculiar e
inédita: através de imagens significativas e uma linguagem simples,
imediata, que possui uma clareza e uma frescura amadurecidas numa vida
de contacto constante com as pessoas. O papa Francisco fala de ternura,
de fé e de ideologia, de espírito e de organização, e de muitas outras
coisas. Durante um ano, o Papa desenrolou o mapa da sua vida espiritual e
do seu empenho sacerdotal, num esforço que transcende a simples
«comunicação de uma verdade»: estas páginas são muito mais do que isso.
São a felicidade de falar a favor do bem, que consiste em aproximar as
pessoas umas das outras. Deus exerce assim o seu poder mediante a
palavra humana.
Sinopse
Ficha Técnica
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