«Irmã Morte surge esqueleto, imemorial representação, um corpo que é também a sua ausência, o que fica do que passa, mas também a sua estrutura. O que nos mantém erectos, animais de passeio, sobra como símbolo do que seremos, findo o que somos. Ser e não ser, eis a questão. A morte vive em nós, sustenta-nos, parece dizer a icónica figura que em nenhum outro lugar como no México faz parte do quotidiano (não apenas na carne da simbólica). Pois a figurinha servirá de cicerone a outros corpos até que a visão dos pequenos e médios horrores os reduza ao cinza orgânico, figura de espelho. Exagero retórico. A luz feérica das festas populares enche os vazios, pontua os brancos e reflecte-se nas ossadas que assim se tornam vibrantes em cada uma das três partes deste livro-percurso.»
Sinopse
«Irmã Morte surge esqueleto, imemorial representação, um corpo que é também a sua ausência, o que fica do que passa, mas também a sua estrutura. O que nos mantém erectos, animais de passeio, sobra como símbolo do que seremos, findo o que somos. Ser e não ser, eis a questão. A morte vive em nós, sustenta-nos, parece dizer a icónica figura que em nenhum outro lugar como no México faz parte do quotidiano (não apenas na carne da simbólica). Pois a figurinha servirá de cicerone a outros corpos até que a visão dos pequenos e médios horrores os reduza ao cinza orgânico, figura de espelho. Exagero retórico. A luz feérica das festas populares enche os vazios, pontua os brancos e reflecte-se nas ossadas que assim se tornam vibrantes em cada uma das três partes deste livro-percurso.»
João Paulo Cotrim
Ficha Técnica
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