«Na história portuguesa, o ‘liberalismo’ não foi uma ruptura, foi um prolongamento. Pior ainda: foi um prolongamento que aumentou a centralização e a omnipotência do Estado e enfraqueceu as raras instituições independentes ou semi-independentes dele (a Igreja e a Universidade). Dali em diante, como se sabe, esse processo não parou. A República, a Ditadura e a democracia ‘europeia’ de hoje ‘aumentaram’, não diminuíram, o peso do Estado sobre a sociedade. Com uma diferença. Em 1834, a esmagadora maioria da população vivia da agricultura, o que lhe dava por natureza uma certa autonomia. A presença do Estado era sentida nas cidades e em algumas vilas particularmente importantes. Excepto pelo imposto, pelo recrutamento militar e, de longe em longe, pela justiça, não era sentida no país rural. Quando o grosso da população se transferiu para a «indústria» e os «serviços», mesmo essa forma acidental de liberdade acabou.» (Vasco Pulido Valente, in prefácio à 2.ª edição)
Sinopse
«Na história portuguesa, o ‘liberalismo’ não foi uma ruptura, foi um prolongamento. Pior ainda: foi um prolongamento que aumentou a centralização e a omnipotência do Estado e enfraqueceu as raras instituições independentes ou semi-independentes dele (a Igreja e a Universidade). Dali em diante, como se sabe, esse processo não parou. A República, a Ditadura e a democracia ‘europeia’ de hoje ‘aumentaram’, não diminuíram, o peso do Estado sobre a sociedade. Com uma diferença. Em 1834, a esmagadora maioria da população vivia da agricultura, o que lhe dava por natureza uma certa autonomia. A presença do Estado era sentida nas cidades e em algumas vilas particularmente importantes. Excepto pelo imposto, pelo recrutamento militar e, de longe em longe, pela justiça, não era sentida no país rural. Quando o grosso da população se transferiu para a «indústria» e os «serviços», mesmo essa forma acidental de liberdade acabou.» (Vasco Pulido Valente, in prefácio à 2.ª edição)Ficha Técnica
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