O ODOR DAS ALFAVACASMeu pai falava do odor das alfavacase eu corria ao dicionário («Planta labiada, semelhanteao manjericão…»), logo decepcionadoImaginava uma vaca primordialdepositária de bíblicos segredoscapaz de mudar o curso das coisasde ser fundamental, talvez, na minha vidamas nada disso: havia-as de caboclo, de cobra, dos montes,do campo, de cheiro (certamente as do meu pai)e nenhuma referência à cornuda que apascentavaa minha imaginaçãoAprendi assim a desconfiar das palavrase da realidadea ver como ambas nos enganamsem qualquer piedade
Sinopse
O ODOR DAS ALFAVACASMeu pai falava do odor das alfavacase eu corria ao dicionário («Planta labiada, semelhanteao manjericão…»), logo decepcionadoImaginava uma vaca primordialdepositária de bíblicos segredoscapaz de mudar o curso das coisasde ser fundamental, talvez, na minha vidamas nada disso: havia-as de caboclo, de cobra, dos montes,do campo, de cheiro (certamente as do meu pai)e nenhuma referência à cornuda que apascentavaa minha imaginaçãoAprendi assim a desconfiar das palavrase da realidadea ver como ambas nos enganamsem qualquer piedadeFicha Técnica
- Actualmente 0 estrelas
- 1
- 2
- 3
- 4
- 5
(0 comentários dos leitores)