Nelson de Oliveira (n. 1966, Guaíra, São Paulo), é apontado como um dos mais importantes nomes da nova prosa brasileira. Autor de livros de contos e dois romances, organizou em 2001 a antologia Geração 90: Manuscritos de Computador, com os melhores contistas brasileiros surgidos no final do século XX e já recebeu vários prémios. Em "A Maldição do Macho", Rodrigo, um brasileiro a residir em Londres, é surpreendido com a notícia da morte da mãe adoptiva que não vê desde a adolescência. Ao mesmo tempo, é perseguido por ter roubado três valiosíssimas gravuras eróticas - que, na verdade, recebeu da mulher de um traficante turco em troca de favores sexuais. Incapaz de lidar com a situação, mete as gravuras numa pasta e ruma à terra natal em busca de sossego. Mas não o terá. À sua espera estão três irmãs adoptivas, e as irmãs - especialmente as adoptivas - são, antes de tudo, MULHERES.Pois, a maldição a que o título se refere nada tem de esotérico ou misterioso: trata-se da própria condição masculina. "Necessitamos da carne feminina, caso contrário enlouquecemos", diz o protagonista. O sexo é, pois, o ponto-chave deste romance, onde outros elementos cruciais da vida contemporânea, como as drogas, o crime e a manipulação dos sentimentos, desfilam diante do leitor, conferindo àquela maldição - sentida, afinal, como uma bênção - uma naturalidade irresistível. As personagens de Nelson de Oliveira falam de sexo sem meias palavras, pudores ou reticências - e é louvável um escritor colocar-se nessa posição de retratista, quase de voyeur, não do real, mas daquilo que ele próprio fantasia.Numa trama convencional, realista, linear, veloz, o leitor é deixado sozinho diante de uma história que lê, do princípio ao fim, sem pousar o livro.
Sinopse
Nelson de Oliveira (n. 1966, Guaíra, São Paulo), é apontado como um dos mais importantes nomes da nova prosa brasileira. Autor de livros de contos e dois romances, organizou em 2001 a antologia Geração 90: Manuscritos de Computador, com os melhores contistas brasileiros surgidos no final do século XX e já recebeu vários prémios. Em "A Maldição do Macho", Rodrigo, um brasileiro a residir em Londres, é surpreendido com a notícia da morte da mãe adoptiva que não vê desde a adolescência. Ao mesmo tempo, é perseguido por ter roubado três valiosíssimas gravuras eróticas - que, na verdade, recebeu da mulher de um traficante turco em troca de favores sexuais. Incapaz de lidar com a situação, mete as gravuras numa pasta e ruma à terra natal em busca de sossego. Mas não o terá. À sua espera estão três irmãs adoptivas, e as irmãs - especialmente as adoptivas - são, antes de tudo, MULHERES.Pois, a maldição a que o título se refere nada tem de esotérico ou misterioso: trata-se da própria condição masculina. "Necessitamos da carne feminina, caso contrário enlouquecemos", diz o protagonista. O sexo é, pois, o ponto-chave deste romance, onde outros elementos cruciais da vida contemporânea, como as drogas, o crime e a manipulação dos sentimentos, desfilam diante do leitor, conferindo àquela maldição - sentida, afinal, como uma bênção - uma naturalidade irresistível. As personagens de Nelson de Oliveira falam de sexo sem meias palavras, pudores ou reticências - e é louvável um escritor colocar-se nessa posição de retratista, quase de voyeur, não do real, mas daquilo que ele próprio fantasia.Numa trama convencional, realista, linear, veloz, o leitor é deixado sozinho diante de uma história que lê, do princípio ao fim, sem pousar o livro.Ficha Técnica
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