O presente ensaio reúne um conjunto de lições extraídas por um antropólogo e sociólogo, africanista e francês, a partir de um quarto de século de relações intelectuais com o continente negro, de ligações que transcendem o «âmbito» que o conduziu até à África Oriental e Austral.
Traçando, em primeiro lugar, as modalidades pessoais e contextuais da sua aprendizagem e da sua prática profissional, o autor reflete sobre a perceção da história africana e as suas dinâmicas sociais. Uma suposta crise constitui um dos fatores ilustrativos de uma modernidade em gestação.
A revindicação democrática insere-se precisamente neste contexto, e o seu aspeto conjuntural não deve ofuscar a necessidade histórica. O papel dos intelectuais e criadores de cultura africanos afigura-se determinante a esse nível.
A referida evolução prende-se também com os africanistas do Norte, que participam nos processos de produção e transmissão dos conhecimentos sobre África. Por conseguinte, «o africanista de pele branca» deve encetar um diálogo sincero e eficaz com os autores da modernidade africana de modo a evitar um registo de saber esotérico, a má consciência terceiro-mundista ou a desistência silenciosa.
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