Gilles Deleuze não foi só um grande pensador: também um grande escritor. Tentámos na presente tradução restituir rigorosamente essa dupla vertente conceptual e literária, material e formal, da sua escrita. Para isso não nos limitámos a procurar o equivalente exacto em português (até quando foi precisocriá-lo) de cada uma das palavras e alocuções originais utilizadas ou inventadas pelo autor. Procurámos ainda, e ao contrário por exemplo das traduções castelhana e inglesa que nos serviram de referência, respeitar sempre as articulações sintácticas do texto, o corte e o ritmo das frases, a respiração própria da linguagem deleuziana. Em suma, quisemos devolver com fidelidade quer o pensamento do filósofo quer o seu tom, a sua sensibilidade de escritor, o seu estilo.» Sousa Dias, na sua Nota do Tradutor «Tratamos nesta primeira parte da imagem-movimento e das suas variedades. A imagem-tempo será objecto de uma segunda parte. Os grandes autores de cinema pareceram-nos confrontáveis não só com pintores, arquitectos e músicos mas também com pensadores. Eles pensam com imagens-movimento e com imagens-tempo, em vez de conceitos. A enorme proporção de nulidade na produção cinematográfica não é uma objecção: ela não é pior aí que noutros domínios, embora tenha consequências económicas e industriais incomparáveis. Os grandes autores de cinema são pois simplesmente mais vulneráveis, é infinitamente mais fácil impedi-los de fazer a sua obra. A história do cinema é um longo martirológio. Mas não é por isso que o cinema deixa de fazer parte da história da arte e do pensamento, sob as formas autónomas insubstituíveis que esses autores souberam inventar e fazer passar apesar de tudo» Gilles Deleuze, no Prólogo
Sinopse
Gilles Deleuze não foi só um grande pensador: também um grande escritor. Tentámos na presente tradução restituir rigorosamente essa dupla vertente conceptual e literária, material e formal, da sua escrita. Para isso não nos limitámos a procurar o equivalente exacto em português (até quando foi precisocriá-lo) de cada uma das palavras e alocuções originais utilizadas ou inventadas pelo autor. Procurámos ainda, e ao contrário por exemplo das traduções castelhana e inglesa que nos serviram de referência, respeitar sempre as articulações sintácticas do texto, o corte e o ritmo das frases, a respiração própria da linguagem deleuziana. Em suma, quisemos devolver com fidelidade quer o pensamento do filósofo quer o seu tom, a sua sensibilidade de escritor, o seu estilo.» Sousa Dias, na sua Nota do Tradutor «Tratamos nesta primeira parte da imagem-movimento e das suas variedades. A imagem-tempo será objecto de uma segunda parte. Os grandes autores de cinema pareceram-nos confrontáveis não só com pintores, arquitectos e músicos mas também com pensadores. Eles pensam com imagens-movimento e com imagens-tempo, em vez de conceitos. A enorme proporção de nulidade na produção cinematográfica não é uma objecção: ela não é pior aí que noutros domínios, embora tenha consequências económicas e industriais incomparáveis. Os grandes autores de cinema são pois simplesmente mais vulneráveis, é infinitamente mais fácil impedi-los de fazer a sua obra. A história do cinema é um longo martirológio. Mas não é por isso que o cinema deixa de fazer parte da história da arte e do pensamento, sob as formas autónomas insubstituíveis que esses autores souberam inventar e fazer passar apesar de tudo» Gilles Deleuze, no PrólogoFicha Técnica
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