Através do olhar inocente, mas crítico e irónico, do narrador (um rapazinho de dez anos), A Felicidade relata-nos o longo dia de uma separação conjugal - o pai vai abandonar a casa, levando com ele o filho, a filha permanecerá com a mãe, e aparecerá em cena um tal Sr. Herkenrath, para que o «queijo esburacado» (a vida em família) mantenha, apesar de tudo, uma aparência de normalidade. A Felicidade é assim, ironicamente, o retrato da infelicidade - ao longo de um dia, gradualmente, afastam-se afectos, recordações, personagens: os vizinhos, os colegas de escola, os amigos de infância. A chegada do carro das mudanças, que levará os parcos haveres de pai e filho, encerra a narrativa e encerra também a infância do narrador. Um livro admirável, percorrido por uma ponta de amargura e por uma enorme melancolia, que nos traz de novo a grande escrita de Gert Hofmann, o autor, precocemente falecido, de O Homem do Animatógrafo, já publicado nesta mesma colecção.
Sinopse
Através do olhar inocente, mas crítico e irónico, do narrador (um rapazinho de dez anos), A Felicidade relata-nos o longo dia de uma separação conjugal - o pai vai abandonar a casa, levando com ele o filho, a filha permanecerá com a mãe, e aparecerá em cena um tal Sr. Herkenrath, para que o «queijo esburacado» (a vida em família) mantenha, apesar de tudo, uma aparência de normalidade. A Felicidade é assim, ironicamente, o retrato da infelicidade - ao longo de um dia, gradualmente, afastam-se afectos, recordações, personagens: os vizinhos, os colegas de escola, os amigos de infância. A chegada do carro das mudanças, que levará os parcos haveres de pai e filho, encerra a narrativa e encerra também a infância do narrador. Um livro admirável, percorrido por uma ponta de amargura e por uma enorme melancolia, que nos traz de novo a grande escrita de Gert Hofmann, o autor, precocemente falecido, de O Homem do Animatógrafo, já publicado nesta mesma colecção.Ficha Técnica
- Actualmente 0 estrelas
- 1
- 2
- 3
- 4
- 5
(0 comentários dos leitores)