A jovem juíza Joana Secalha fora colocada na pacata comarca de Abrantes
para se redimir de um passado pouco recomendável. Não podia cometer
erros e deslocou-se, ao Monte Cimeiro, para ouvir as razões pelas quais o
velho Francisco Afonso não aceitara a ordem de expropriação dos
terrenos, por onde passaria a moderna estrada europeia e os benefícios
do progresso. Francisco Afonso respondeu-lhe com a sabedoria dos velhos: «A ideia de
que o progresso é bom assenta no mesmo erro de que Deus nos salva com
milagres. Milagre e progresso seriam evitar o mal!» Ela falou do futuro.
Ele do passado: «O futuro é para a senhora doutora, para os
engenheiros, para os generais à frente das tropas, para os missionários,
para os inconscientes que se lançaram ao mar! Eu sou aquele que ficou
nas praias, resmungando.» Francisco Afonso contou à juíza o segredo do passado das suas famílias,
há duzentos anos debaixo das terras por onde passaria a estrada que o
exporia e cujo avanço ela teria de decidir...
Sinopse
Francisco Afonso respondeu-lhe com a sabedoria dos velhos: «A ideia de que o progresso é bom assenta no mesmo erro de que Deus nos salva com milagres. Milagre e progresso seriam evitar o mal!» Ela falou do futuro. Ele do passado: «O futuro é para a senhora doutora, para os engenheiros, para os generais à frente das tropas, para os missionários, para os inconscientes que se lançaram ao mar! Eu sou aquele que ficou nas praias, resmungando.»
Francisco Afonso contou à juíza o segredo do passado das suas famílias, há duzentos anos debaixo das terras por onde passaria a estrada que o exporia e cujo avanço ela teria de decidir...
Ficha Técnica
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