Um ensaio absolutamente essencial, nesta altura em que se discute a Constituição Europeia e a União está prestes a ser alargada a 10 novos países, alterando assim de forma ainda mais radical a configuração identitária nacional herdada do século XIX. A socióloga francesa Anne-Marie Thiesse descreve a forma como o processo de formação identitária das nações europeias evoluiu desde o final do séc. XVIII através da determinação do património de cada nação e da difusão do seu culto, promovido de forma especialmente eficaz pela literatura romântica, numa nacionalização cultural que parece encontrar o seu reverso precisamente nos nossos dias.Assim, analisando a forma criteriosa e detalhada como as várias manifestações culturais - desde a recuperação (ou, na sua inexistência, o forjamento...) dos grandes textos épicos que sustentam as mitologias nacionais, até à concepção dos trajos regionais, da pintura à música, dos selos postais aos museus nacionais, passando pelas exposições universais que se impuseram como lugares por excelência de exibição identitária, este fascinante ensaio demonstra como os factores literários e culturais influenciaram de facto as ideias políticas e contribuíram mesmo para a criação de uma identidade e de um ideário que actualmente resiste, e se opõe mesmo à aparente perda e diluição das nações na grande Europa, ou seja, à submissão, no campo político, de uma lógica cultural a uma lógica económica. Apontando para a necessidade de criação de uma identidade comum europeia, a autora destaca as duas ideias que nasceram na mesma época do conceito de nação e presidiram também à criação da União Europeia - as ideias de felicidade e democracia - como impulsionadoras de um desejável projecto político que possa proporcionar aos países da União a oportunidade de serem actores do seu próprio destino.
Sinopse
Um ensaio absolutamente essencial, nesta altura em que se discute a Constituição Europeia e a União está prestes a ser alargada a 10 novos países, alterando assim de forma ainda mais radical a configuração identitária nacional herdada do século XIX. A socióloga francesa Anne-Marie Thiesse descreve a forma como o processo de formação identitária das nações europeias evoluiu desde o final do séc. XVIII através da determinação do património de cada nação e da difusão do seu culto, promovido de forma especialmente eficaz pela literatura romântica, numa nacionalização cultural que parece encontrar o seu reverso precisamente nos nossos dias.Assim, analisando a forma criteriosa e detalhada como as várias manifestações culturais - desde a recuperação (ou, na sua inexistência, o forjamento...) dos grandes textos épicos que sustentam as mitologias nacionais, até à concepção dos trajos regionais, da pintura à música, dos selos postais aos museus nacionais, passando pelas exposições universais que se impuseram como lugares por excelência de exibição identitária, este fascinante ensaio demonstra como os factores literários e culturais influenciaram de facto as ideias políticas e contribuíram mesmo para a criação de uma identidade e de um ideário que actualmente resiste, e se opõe mesmo à aparente perda e diluição das nações na grande Europa, ou seja, à submissão, no campo político, de uma lógica cultural a uma lógica económica. Apontando para a necessidade de criação de uma identidade comum europeia, a autora destaca as duas ideias que nasceram na mesma época do conceito de nação e presidiram também à criação da União Europeia - as ideias de felicidade e democracia - como impulsionadoras de um desejável projecto político que possa proporcionar aos países da União a oportunidade de serem actores do seu próprio destino.Ficha Técnica
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