Sylvia Plath e a sua obra têm sido encaradas sob diferentes perspectivas, todas elas parcelares e quiçá erróneas. Há quem veja nela a mártir romântica, autora de uma obra vivida intensamente até à exaustão que com ela se vai diluindo. Há quem veja nela a precursora do feminismo, da revolta contra um universo normativo masculino. Há quem veja nela o discurso político, pacifista, participando das movimentações ideológicas contra o sistema que atingirão o auge nos finais da década seguinte. Há quem veja na sua obra um eco estruturado de rituais iniciáticos. Há quem veja nela um espaço privilegiado para explicações edipianas ou reflexões sobre a esquizofrenia. Há ainda quem, cioso de saudáveis costumes pedagógicos, alerte para os perigos decorrentes da leitura e do ensino de textos constantemente enunciando experiências de limite. Talvez muito disso lá se encontre, mas não só. (...)A importância de A Campânula de Vidro decorre da superação das vivências individuais, reescritas após o impacto do modernismo. Sylvia Plath tem desde logo consciência do legado das rupturas modernistas a nível da narrativa, nomeadamente James Joyce. Joyce não constitui apenas uma referência (factual) explícita no romance, ele é também um marco aqui superado. De que forma? Através da manipulação efectuada pela autora, do tempo, da elipse e do símbolo, e ainda do modo como revive uma tradição gótica anglo-saxónica. (...)A Campânula de Vidro impõe-se. Daí o lugar de relevo que ocupa na prosa contemporânea.” Mário Avelar, no posfácio a este livro.
Sinopse
Sylvia Plath e a sua obra têm sido encaradas sob diferentes perspectivas, todas elas parcelares e quiçá erróneas. Há quem veja nela a mártir romântica, autora de uma obra vivida intensamente até à exaustão que com ela se vai diluindo. Há quem veja nela a precursora do feminismo, da revolta contra um universo normativo masculino. Há quem veja nela o discurso político, pacifista, participando das movimentações ideológicas contra o sistema que atingirão o auge nos finais da década seguinte. Há quem veja na sua obra um eco estruturado de rituais iniciáticos. Há quem veja nela um espaço privilegiado para explicações edipianas ou reflexões sobre a esquizofrenia. Há ainda quem, cioso de saudáveis costumes pedagógicos, alerte para os perigos decorrentes da leitura e do ensino de textos constantemente enunciando experiências de limite. Talvez muito disso lá se encontre, mas não só. (...)A importância de A Campânula de Vidro decorre da superação das vivências individuais, reescritas após o impacto do modernismo. Sylvia Plath tem desde logo consciência do legado das rupturas modernistas a nível da narrativa, nomeadamente James Joyce. Joyce não constitui apenas uma referência (factual) explícita no romance, ele é também um marco aqui superado. De que forma? Através da manipulação efectuada pela autora, do tempo, da elipse e do símbolo, e ainda do modo como revive uma tradição gótica anglo-saxónica. (...)A Campânula de Vidro impõe-se. Daí o lugar de relevo que ocupa na prosa contemporânea.” Mário Avelar, no posfácio a este livro.Ficha Técnica
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