Nesta obra, o historiador Bartolomé Bennassar mostra-nos como as monarquias da Europa sacrificavam as suas filhas às exigências do Estado. As cerimónias sumptuosas, como os casamentos de Viena, em 1515, entre Jagelões e Habsburgos, e a famosa troca de Ana de Áustria por Isabel de Bourbon sobre o rio Bidasoa, em 1615, não escondem o facto de as princesas estarem amiúde reduzidas ao papel de peões no grande tabuleiro da política europeia: prometidas e depois enviadas para terras estrangeiras, roubadas à infância para satisfazer as aspirações das dinastias, sujeitas ao assédio procriador de um marido, que podia ser um primo direito ou um tio, a fim de gerar uma prole abundante, quantas vezes sem o conseguirem. Para muitas, como Maria de Portugal e Isabel de Valois, primeira e terceira esposas de Filipe II, a morte chegou antes dos trinta anos. Para outras, como Maria de Médicis, rainha-mãe e regente de França depois da morte de Henrique IV, Maria da Hungria, governadora dos Países Baixos, ou Joana de Áustria, mãe de D. Sebastião, a viuvez deu-lhes uma oportunidade para exercerem o poder e mostrarem a verdadeira medida do seu talento. Heroínas trágicas ou vítimas de um destino imposto, as mais de cem mulheres de sangue real cuja vida e obra passamos a conhecer desvendam-nos um capítulo pouco conhecido da história da condição feminina e o seu contributo singular para o rumo da Europa.
Sinopse
Nesta obra, o historiador Bartolomé Bennassar mostra-nos como as monarquias da Europa sacrificavam as suas filhas às exigências do Estado. As cerimónias sumptuosas, como os casamentos de Viena, em 1515, entre Jagelões e Habsburgos, e a famosa troca de Ana de Áustria por Isabel de Bourbon sobre o rio Bidasoa, em 1615, não escondem o facto de as princesas estarem amiúde reduzidas ao papel de peões no grande tabuleiro da política europeia: prometidas e depois enviadas para terras estrangeiras, roubadas à infância para satisfazer as aspirações das dinastias, sujeitas ao assédio procriador de um marido, que podia ser um primo direito ou um tio, a fim de gerar uma prole abundante, quantas vezes sem o conseguirem. Para muitas, como Maria de Portugal e Isabel de Valois, primeira e terceira esposas de Filipe II, a morte chegou antes dos trinta anos. Para outras, como Maria de Médicis, rainha-mãe e regente de França depois da morte de Henrique IV, Maria da Hungria, governadora dos Países Baixos, ou Joana de Áustria, mãe de D. Sebastião, a viuvez deu-lhes uma oportunidade para exercerem o poder e mostrarem a verdadeira medida do seu talento. Heroínas trágicas ou vítimas de um destino imposto, as mais de cem mulheres de sangue real cuja vida e obra passamos a conhecer desvendam-nos um capítulo pouco conhecido da história da condição feminina e o seu contributo singular para o rumo da Europa.Ficha Técnica
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