Vasco Pratolini
Vasco Pratolini foi um dos mais relevantes escritores do Século
XX em Itália. Juntamente com Alberto Moravia, Italo Calvino, Elio Vittorini e
Cesare Pavese, foi um dos iniciadores do neo-realismo. Em 1955, ganhou o Prémio
Viareggio, por Metello, além do prémio Feltrinelli da Academia Italiana e o Prémio
Marzotto.
Provinha de uma humilde família e criou-se em Prato. Trabalhou
como vendedor ambulante, em bares e como tipógrafo. Basicamente autodidacta,
entrou no mundo das letras graças à sua relação con Elio Vittorini, no jornal
Il Bargello. Ávido leitor, aproveitou o seu internamento num hospital, por sofrer
de tuberculose, entre 1935 e 1937, para se dedicar à leitura, experiência que
ficou registada na sua obra Taccuino del Convalescente.
Em 1938, fundou, com Alfonso Gatto, a revista Campo di
Marte. Durante a Segunda Guerra Mundial, combateu como resistente contra a
ocupação alemã e, em 1941, publicou Il tappeto Verde.
Depois da guerra, mudou-se para Nápoles, onde viveu até 1951.
Formou parte do neo-realismo cinematográfico italiano e escreveu mais de vinte
guiões, entre os quais o de Rocco e i suoi fratelli (com Suso Cecchi d'Amico)
de Luchino Visconti, Paisá de Roberto Rossellini, entre outros. Em 1964, foi
nomeado ao Óscar pelo seu guião de Le quattro giornate di Napoli, de Nanni Loy,
com Regina Bianchi, Pupella Maggio e Gian Maria Volonté.
Nas suas obras há lugar para elementos autobiográficos, como
também para a descrição de ambientes e situações da gente humilde,
especialmente da zona de Florença. O seu estilo é simples e adapta-se desse
modo ao tema que trata.
Nasceu a 19 de Outubro de 1913 , Florença, Itália
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