Paul Verlaine
Paul-Marie Verlaine nasceu na Lorena a 30 de Março de 1844, filho de um militar. Em 1851 mudou-se com a família para Paris. No ano de 1862, inscreveu-se na Faculdade de Direito, altura em que começou a frequentar os cafés e a beber regularmente. Em 1864 decidiu abandonar os estudos definitivamente, já depois da publicação do seu primeiro poema (1863), e tornou-se funcionário da Câmara Municipal de Paris. O poeta troca então correspondência e contacta com vários escritores e artistas da época, como por exemplo Victor Hugo, Charles Cros e Villiers.
Em 1870, casou com Mathilde Mauté de Fleurville, casamento que será perturbado quando, no ano seguinte, Verlaine conhece Rimbaud, com quem mantém estreita (e até apaixonada) amizade. Esta relação levará Mathilde a pedir a separação judicial em 1872, ano em que Verlaine embarca com Rimbaud para Londres. Este relacionamento acabará em 1875. Entre 1875 e 1879, o poeta foi alternadamente professor em Inglaterra e França, país para onde regressará definitivamente. Segue-se um período de escrita intensa, atribulado por dificuldades económicas e de saúde, numa sucessão de internamentos em vários hospitais. Morreu a 8 de Janeiro de 1896 com uma congestão pulmonar.
Fernando Pinto do Amaral, no prefácio a Poemas Saturnianos e Outros, afirma: “Ao lermos hoje os poemas de Verlaine, resta sobretudo a beleza da sua música soberana e misteriosamente evocadora das vertigens por vezes discretas — mas nem por isso menos cativantes — de um espírito vibrátil e sensível aos mais ínfimos acordes do ser — acordes harmoniosamente dissonantes, como os de qualquer poesia que não hesite em interrogar o doloroso enigma que se abriga nos mil fragmentos do real e lhes dá, a cada um deles, uma alma própria e insubstituível.”
Nasceu a 30 de Março de 1844 , Metz, França
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