Paul Morand
Nasceu em Paris, a 13 de Março de 1888. Fez os seus estudos na École libre des Sciences politiques, os quais findou em 1913. Abraçou então uma carreira de diplomata, que o levou até Londres. Deu os primeiros passos na literatura na capital inglesa, com duas recolhas de poemas (Lampes à arc e Feuilles de température). Foi, no entanto, como novelista que atingiu o maior reconhecimento do público, celebrizando-se em 1922 com Ouvert la Nuit, a que se seguiram muitas outras novelas. Também escreveu numerosas crónicas, que testemunham a instabilidade sentida na Europa entre as duas guerras mundiais.
Aquando da invasão nazi da França e consequente constituição do governo de Vichy, Morand encontrava-se em Londres, como um dos mais importantes responsáveis dos negócios estrangeiros franceses (cargo a que tinha regressado em 1938). Com o fim da guerra de 39-45, deixou de exercer a profissão (sobretudo pela sua colaboração com Vichy e por se ter assumido como anti-semita), vivendo no exílio na Suíça, país onde aprofundou a sua obra literária.
Morand, que se havia candidatado com pouco sucesso à Académie française em 1936, recandidatou-se em 1958, decisão que originou uma votação hostil, polémica e pouco apoiada pelos gaulistas. Só em 1968, com 80 anos de idade, se recandidatou, agora com o aval de de Gaulle, e venceu na segunda ronda.
Morreu a 23 de Julho de 1976.
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