Norman Mailer
Norman Kingsley Mailer tem a carreira literária mais variada, controversa e brilhante do panorama literário nos Estados Unidos. Nascido numa família de imigrantes judeus de classe média, dedicou-se, a partir de 1939, a estudar engenharia aeronáutica na Universidade de Harvard.
A sua paixão, no entanto, sempre foi a literatura. Antes de terminar a sua formação como engenheiro na Universidade da Sorbonne, em Paris, participou na Segunda Guerra Mundial, nos anos finais, servindo nas Filipinas e no Japão. Essa experiência permitiu-lhe escrever Os Nus e os Mortos, imediatamente aclamado como um dos principais romances da literatura norte-americana.
Famoso aos 25 anos, passou a trabalhar como guionista em Hollywood. Nesse período, teve vários livros recusados pelas editoras e as obras que conseguiu publicar não passaram de fracassos. Na década de 1950, começou a colaborar com o jornal The Village Voice, do qual foi um dos fundadores, onde se tornou um polémico agressivo, especialista em analisar as diferentes características dos EUA.
Assim, ao lado de Truman Capote e Tom Wolf, Mailer renovou o jornalismo norte-americano, criando o género conhecido como jornalismo literário. Em O Super-Homem vai ao Supermercado, por exemplo, acompanha as convenções políticas dos partidos Democrata e Republicano, entre 1960 e 1968, narrando com profunda ironia todos os detalhes.
Em 1967, a obra Os Exércitos da Noite, na qual Mailer narra a grande marcha pacifista ocorrida em Washington nesse mesmo ano, contra a Guerra do Vietname, ganhou os principais prémios literários norte-americanos Pulitzer, National Book e o da Universidade de Long Island. Voltaria a ganhar o Pulitzer em 1980, agora com uma obra de ficção, o romance A Canção do Carrasco, baseado na vida do assassino Gary Gilmore.
Personagem polémica, controvertida, odiado pelas feministas, Mailer foi um inestimável provocador, que jamais se cansou de defender os princípios liberais e de olhar os seus contemporâneos com amargura.
Escreveu 39 livros, reconhecidos pela originalidade e pela crueza da linguagem, de entre eles onze romances. Romancista, ensaísta e dramaturgo, escreveu sobre boxe, dialética, drogas, existencialismo, fascismo, sexo, pacifismo, violência, cancro e guerra, paranóia e política, tecnologia e totalitarismo, ou dedicando-se a elaborar a biografia da atriz Marilyn Monroe, Norman Mailer foi um dos principais renovadores da literatura norte-americana do século 20.
Morreu a 10 de novembro de 2007, no Hospital Monte Sinai, em Nova Iorque, aos 84 anos, vítima de problemas pulmonares.
Nasceu a 31 de Janeiro de 1923 , Long Branch, Nova Jérsia, E.U.A.
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