Mikhail Sholokhov
Mikhail Aleksandovich Sholokhov (n. 24 de maio de 1905, m. 21 de Fevereiro de 1984) foi um romancista russo, nascido em Veshenskaia, localidade cossaca da região hoje conhecida como Kamenskaya, banhada pelo rio Don, no sudeste da Rússia e ganhou o Prémio Nobel de Literatura em 1965. De família humilde e origem camponesa, foi educado em escolas locais e lutou (1918-1919) ao lado dos revolucionários que derrubaram o regime dos czares. Entrou para o Exército Vermelho (1920), morou dois anos em Moscovo (1922-1924), após o que regressou à sua terra natal. Dedicando-se à literatura, estreou-se com a colecção de contos “Donskie Rasskezi” (1926), marcando desde então o seu estilo: a descrição, com grande vigor e realismo, da evolução da sociedade do seu país, em particular dos povos cossacos, no transcorrer do século XX, como grande conhecedor dos costumes campesinos e da sua profunda percepção do relacionamento entre o homem e a natureza. O romance que o tornaria célebre é “Tikhi Don” (1928-1940), na tradução portuguesa “O Don Tranquilo”, um grande relato épico e histórico da vida política dos cossacos, depois do triunfo da revolução comunista e que lhe valeu o Prémio Stalin (1941). Tornou-se membro da Academia de Ciências Soviética (1939) e depois foi vice-presidente da Associação de Escritores Soviéticos. Ganhou ainda o Prémio Lenin (1960) e foi nomeado membro do comité central do Partido Comunista (1961). Morreu em Veshenskaia, na Rússia, com a sua obra em pleno reconhecimento internacional, composta também de outros grandes sucessos como “Podniataia Tselina” (1932-1959), “Oui Srazhalis za rodinu” (1942) e “Sobranie sochineny” (1956-1960). Também fez sucesso no Brasil com “O Destino de um Homem”, versão do original “Sudba cheloveka” (1957), considerada uma das obras-primas da literatura soviética contemporânea.
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