Maurice Maeterlinck
Poeta e dramaturgo belga nasceu com o nome de Maurice Polydore-Marie-Bernard Maeterlinck, na cidade de Ghent. Estudou direito, mas logo abandonou a advocacia pela literatura. Entre 1885 e 1886, muda-se para Paris e participa do movimento simbolista. Em 1889, estreia-se com o livro de poesias simbolistas Estufas Quentes e o drama A Princesa Maleine, o primeiro de uma série de peças teatrais vagamente místicas. Seguem-se A Intrusa, Os Cegos, Pelléas et Melisande, todas de 1890, que tornam Maeterlinck o maior nome do teatro simbolista francês.
Em tom místico, escreve livros que discutem o destino humano, como O Tesouro dos Humildes (1896), A Sabedoria e o Destino (1898), e sobre os mistérios da natureza, como A Vida das Abelhas (1901), A Vida das Térmitas, A Vida das Formigas e A Inteligência das Flores (1907), que mesmo sem rigor científico foram amplamente lidos em todo o mundo.
Em 1902, publica Doze Canções, cantigas populares em estilo medieval e profundamente místicas, e o drama histórico Monna Vanna, de grande sucesso. Influencia D'Annunzio, na Itália, Hofmannsthal, na Áustria, Blok, na Rússia, e a música de Debussy. Em 1908, encena no Teatro de Arte de Moscou a peça O Pássaro Azul, fantasia alegórica em que o otimismo do mundo infantil na busca da felicidade se extingue progressivamente com a vida.
Escreveu ainda Le Bourgmestre de Stilmond (O Prefeito de Stilmond), peça patriótica na qual explora os problemas de Flandres, região belga, sob o clima de guerra, e As Sete Princesas (1891), A Morte de Tintagiles (1894), Interior (1894), A Morte (1913), O Milagre de Santo António (1920), O Grande Segredo (1921). Morreu em Nice, a 5 de Maio de 1949.
Nasceu a 29 de Agosto de 1862 , Ghent, Bélgica
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