Maria da Saudade Cortesão Mendes
“Mulher toda sal e espuma/filha e neta de altos entes/companheira de arte-vida...”, assim a define o grande poeta brasileiro Murilo Mendes. Maria da Saudade Cortesão Mendes morou grande parte da vida no estrangeiro, acompanhando no exílio seu pai, Jaime Cortesão, até Paris (onde foi educada), Madrid e Rio de Janeiro. Nesta cidade conheceu Murilo Mendes, com quem veio a casar-se e depois acompanhando pela Europa em missões culturais. Em 1957, fixaram-se em Roma, onde, durante 18 anos, a sua casa se tornou lugar de referência para escritores e artistas plásticos.
Apesar destes itinerários, Maria da Saudade conservou-se integralmente portuguesa, se bem que muitos dos seus amigos fossem estrangeiros, tais como Albert Camus, Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto e Luciana Stegagno Picchio, ao lado de Sophia de Mello Breyner e Maria Helena Vieira da Silva. Do inglês traduziu, de Shakespeare, A Midsummer Night’s Dream e, de T. S. Eliot, Murder in the Cathedral; para o francês, uma antologia de textos de Murilo Mendes, Office Humain.
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