Marcel Duchamp
O artista plástico francês Marcel Duchamp nasce no ano de 1887 e morre em 1968. Viria a ser considerado um dos artistas mais importantes desde século — pioneiro do Dadaísmo, criador de variadíssimas obras inovadoras como LHOOQ (onde colocou um bigode no quadro Mona Lisa, de Da Vinci), Fonte (um urinol) ou Nu descendo a escada n.º2, esta última apresentada em 1913 no Armory Show em Nova Iorque, causando um grande choque no público e na imprensa.
Fundou com Katherina Dreier a Sociedade Anónima, cujo objectivo principal era a difusão da arte moderna nos EUA, dando-se um papel de destaque ao anti-tradicional, ao Cubismo, ao Futurismo e às obras dadaístas.
Em Nova Iorque, e durante dois anos, publicou juntamente com André Breton e Max Ernst a revista surrealista VVV.
“Considero a pintura um meio de expressão e não um fim. Um meio de expressão entre outros e não um fim destinado a preencher uma vida. E é assim que a cor é apenas um meio de expressão e não o fim da pintura. Noutros termos, a pintura não deve ser exclusivamente visual ou retiniana. Ela deve interessar-se também pela matéria cinzenta, o nosso apetite de compreensão. É por isto que, por exemplo, jogo ao xadrez. Em si mesmo, o jogo de xadrez é um passatempo, um jogo que toda a gente pode jogar. Mas levei-o a sério e isso agradou-me porque encontrei pontos de semelhança entre a pintura e o xadrez. Com efeito, quando se joga ao xadrez é como esboçar alguma coisa, ou como construir a mecânica que fará perder ou ganhar. O lado competitivo do empreendimento não tem nenhuma importância, mas o jogo em si mesmo é muito, muito plástico e provavelmente foi isto que me atraiu”.
(excerto de O Engenheiro do Tempo Perdido)
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