Luís Filipe Castro Mendes
Poeta ficcionista português, Luís Filipe Castro Mendes nasceu em 1950 e,
ainda muito cedo, entre 1965 e 1967, foi colaborador do jornal Diário de Lisboa-Juvenil.
Em 1974, licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa e
desenvolveu, a partir de 1975, uma carreira diplomática sucessivamente
em Luanda, Madrid e Paris. Ao serviço do Ministério dos Negócios
Estrangeiros, esteve ainda colocado no Conselho da Europa. Enquadrável
numa estética pós-modernista, a obra de Luís Filipe de Castro Mendes
revela um universo enigmático onde o fingimento e a sinceridade, o
romântico e o clássico, a regra e o jogo levam até às realizações mais
lapidares e expressivas O Jogo de Fazer Versos. Desde Recados
(1983), o seu livro de estreia, onde problematiza quer a relação entre o
sujeito e a realidade pela impossível nomeação que inscreve a poesia
entre a palavra e o silêncio ("Quanto te disse, toma-o pelo mais claro
do silêncio que nos coube"), quer a relação entre o eu e o outro, numa
última parte composta por uma série de mensagens dirigidas a
destinatários identificados pelo nome próprio; até Correspondência Secreta
(1995), obra fundada sobre a invenção histórico-ficcional e sobre o
exercício de paródia, reunindo uma série de textos (monólogos, cartas,
poemas) atribuídos a figuras literárias (Marquesa de Alorna, Filinto
Elísio, Cavaleiro de Oliveira, entre outros) na charneira entre o
classicismo e o pré-romantismo, a obra de Luís Filipe Castro Mendes tem
ainda como traço distintivo a capacidade de renovar, com inquestionável
mestria, as experiências de escrita. Areias Escuras (1984), Seis Elegias e Outros Poemas (1985), galardoado com o prémio da Associação de Jornalistas e Homens de Letras do Porto, A Ilha dos Mortos (1991), O Jogo de Fazer Versos (1994) e Outras Canções (1998) são ainda exemplos de outras obras deste autor.
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