Hildegard von Bingen
Surpreenderá que esta mulher, repartida por uma actividade intensa e quase sempre genial, que esta menina dos barões de Bermershein que ingressou aos oito anos num convento para "ressuscitar com Cristo na glória da imortalidade" e depois foi tudo, abadessa, escritora, música, visionária, pintora, que esta mulher espiritual que influenciava coroados e pontífices e se tornou, mesmo com os votos de clausura, viajante numa cristandade assombrada por tensões, nos idos do décimo segundo século, era afinal alguém de saúde frágil, de fisionomia insegura, atormentada por uma excessiva sensibilidade às condições climatéricas e aos fenómenos naturais. Diz-se que isso terá despertado em Hildegarda capacidades extraordinárias de percepção das forças biológicas e psíquicas e das suas subterrâneas correlações. O certo é a natureza lhe ter revelado as suas virtudes curativas e o Espírito os seus mistérios sobrenaturais.
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