Hilda Hilst
Hilda de Almeida Prado Hilst, foi uma poetisa, escritora e dramaturga brasileira, filha única do fazendeiro de café, jornalista, poeta e ensaísta Apolônio de Almeida Prado Hilst e de Bedecilda Vaz Cardoso, filha de imigrantes portugueses. Em 1932, os seus pais separam-se e, em plena Revolução Constitucionalista, Bedecilda muda-se para Santos, com Hilda e Ruy Vaz Cardoso, filho do seu primeiro casamento.
Em 1937, Hilda ingressou como aluna interna do Colégio Santa Marcelina, em São Paulo, onde cursará o primário e o ginasial, com desempenho considerado brilhante. Em 1945, inicia o curso secundário no Instituto Presbiteriano Mackenzie, onde permanece até à conclusão do curso. Em 1948, entrou para a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo.
O seu primeiro livro, Presságio, é publicado em 1950. A partir de 1951, ano em que publica seu segundo livro de poesia, Balada de Alzira, é nomeada curadora do pai. Conclui o curso de Direito em 1952 e, na universidade, conheceu a sua melhor amiga, a escritora Lygia Fagundes Telles. Em 1966, mudou-se para a Casa do Sol, uma chácara próxima a Campinas, onde hospedou diversos escritores e artistas por vários anos. Ali dedicou todo o seu tempo à criação literária. Em Setembro de 1966, morre o seu pai e, dois anos depois, Hilda casa-se com o escultor Dante Casarini, com quem já vivia.
Hilda Hilst escreveu por quase cinquenta anos, tendo sido agraciada com os mais importantes prémios literários do Brasil. Em 1962, recebeu o Prémio PEN Clube de São Paulo, por Sete Cantos do Poeta para o Anjo (1962). Em 1969, a peça O Verdugo arrebata o Prémio Anchieta, um dos mais importantes do país na época. No mesmo ano, a cantata Pequenos Funerais Cantantes, composta pelo seu primo, o compositor Almeida Prado, sobre um poema homónimo de Hilda, dedicado ao poeta português Carlos Maria Araújo, conquistou o primeiro prémio do I Festival de Música da Guanabara.
A Associação Paulista de Críticos de Arte (Prémio APCA) considera Ficções o melhor livro do ano. Em 1981, Hilda Hilst recebe o Grande Prémio da Crítica para o Conjunto da Obra, pela mesma Associação Paulista de Críticos de Arte. Em 1984, a Câmara Brasileira do Livro concede o Prémio Jabuti, idealizado por Edgard Cavalheiro (1959) a Cantares de Perda e Predileção (1983) e, no ano seguinte, a mesma obra recebe o Prémio Cassiano Ricardo (Clube de Poesia de São Paulo). Rútilo Nada, publicado em 1993, leva o Prémio Jabuti como melhor conto. E, finalmente, em 9 de agosto de 2002, é premiada na 47.ª edição do Prémio Moinho Santista na categoria Poesia.
A escritora ainda participou, a partir de 1982, do Programa do Artista Residente, da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP. Assuntos tidos como socialmente controversos como, por exemplo, o lesbianismo, a homossexualidade e a pedofilia, foram temas abordados pela autora nas suas obras. No entanto, conforme a própria escritora confessou na sua entrevista ao Cadernos de Literatura Brasileira, o seu trabalho sempre buscou, essencialmente, retratar a difícil relação entre Deus e o homem.
Hilda Hilst morreu em Campinas, a 4 de Fevereiro de 2004. O seu arquivo pessoal foi comprado pelo Centro de Documentação Alexandre Eulálio do Instituto de Estudos de linguagem - IEL, UNICAMP, em 1995, estando aberto a pesquisadores do mundo inteiro.
Alguns dos seus textos foram traduzidos para francês, inglês, italiano e alemão. Muitas de suas obras esgotaram-se e não eram encontradas até que a Editora Globo republicou vários títulos.
Nasceu a 21 de Abril de 1930 , Jaú, São Paulo, Brasil
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Página oficial do autor: http://www.hildahilst.com.br/
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