Gonçalves Dias
Poeta, professor e etnólogo brasileiro, nascido no Maranhão, filho de pai português e mãe provavelmente mestiça, Antônio Gonçalves Dias orgulhava-se de ter no sangue as três raças formadoras do povo brasileiro: a branca, a índia e a negra. Após a morte do pai, a sua madrasta mandou-o para a Universidade em Coimbra, onde ingressou em 1840. Atravessando graves problemas financeiros, Gonçalves Dias é sustentado por amigos até se graduar bacharel em 1844.
Durante esse período, relacionou-se com o grupo de poetas medievistas, que se reunia n'O Trovador, e foi influenciado não só pelos escritores portugueses, como também pelos românticos europeus. Escreveu, em 1843, a "Canção do Exílio", uma das mais conhecidas poesias em língua portuguesa.
Retornando ao Brasil, conhece Ana Amélia Ferreira do Vale, o grande amor de sua vida. Em 1847, publica os Primeiros Cantos. Esse livro trouxe-lhe a fama e a admiração de Alexandre Herculano e do Imperador Dom Pedro II, que, a partir de então, o nomeia para diversos cargos públicos.
Em 1851, pede a mão de Ana Amélia em casamento. Recusado pela família da amada, casa-se, no ano seguinte, com Olímpia da Costa. Em 1862, seriamente adoentado, vai tratar-se na Europa. Já em estado deplorável, em 1864, embarca no navio Ville de Boulogne para regressar ao Brasil. O navio naufraga na costa maranhense, no dia 3 de Novembro de 1864. Salvam-se todos a bordo, menos o poeta, que, já moribundo, é esquecido no seu leito.
Gonçalves Dias, patrono da cadeira n.º 15 da Academia Brasileira de Letras, dedicou a sua poesia aos costumes e tradições dos índios brasileiros, que considerava serem os verdadeiros representantes da cultura nacional.
Nasceu a 10 de Agosto de 1823 , Caxias, Maranhão, Brasil
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