Géza Csáth

Géza Csáth nasceu em 1887, em Szabadka numa família burguesa abastada. O seu nome é um pseudónimo, o original era József Brenner (era primo direito do grande escritor húngaro deste século Dezső Kosztolányi). Em Peste tirou o curso de Medicina e tornou-se neurologista. Publicou, em 1912, um livro inventivo sobre os problemas psicanalíticos em que fazia uma análise freudiana a uma forma particular de perturbação psíquica. Nessa altura já era morfinómano. As suas críticas e contos apareceram em duas notáveis revistas literárias na época, a Budapesti Napló e a Nyugat. Csáth tentou virar as costas à morfina, ou pelo menos tomá-la moderadamente.
Casou-se, mudou-se para a província e empregou-se como médico de família. Na Primeira Guerra Mundial assentou praça como médico do exército e, vendo os horrorosos acontecimentos, não resistiu à tentação, voltou à morfina e a destruição da sua personalidade avançou de forma irreversível. Foi afastado do exército por ter sido dado como inapto, mas já não podia voltar para trás.
Em 1919, teve um ataque, durante o qual matou a sua mulher, e tentou envenenar-se, mas um colega salvou-lhe a vida. Ficou internado, mas rapidamente fugiu do hospital. Queria ir para Budapeste para ser tratado mas, como a sua cidade natal já estava sob o controlo dos sérvios que não o deixaram passar pela linha de demarcação, suicidou-se.

Do Prefácio de Piroska Felkai

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