António Sérgio
Filho do almirante Sérgio de Sousa, António Sérgio de Sousa viveu a infância na Índia e na África, seguindo a carreira da Marinha, que abandonou com a proclamação da República. Colaborou nas revistas A Águia (1910), Vida Portuguesa (1912), órgão da Renascença Portuguesa, e Atlântida. Em 1918, participou na fundação da revista Pela Grei. Em 1923 passaria a integrar a direção da Seara Nova. Pertenceu ao grupo da Biblioteca Nacional que lançou a revista Lusitânia (1924).
Ministro da Instrução em 1923, fundou o Instituto Português de Oncologia. Após 28 de maio de 1926, depois de um período de exílio, regressou a Portugal e dedicou-se ao ensino e à direcção e elaboração da Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira. Promoveu a propaganda do cooperativismo associativo como uma forma de educação democrática e realização do ideal socialista.
Ensaísta incisivo, fez crítica social e literária, foi pedagogo e historiador, político e filósofo, situando-se como um dos principais pensadores portugueses, examinando muitas idéias correntes no pensamento português e insistindo na necessidade de uma reforma de mentalidade e de educação, condição para o progresso da sociedade portuguesa. Na prática, participou ativamente em todos os movimentos políticos de oposição ao Estado Novo até a sua morte, tomando posição na defesa do socialismo não-totalitário; por isso, foi considerado um dos mentores mais significativos do pensamento socialista português.
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