António Maria Lisboa
António Maria Lisboa nasceu em Lisboa, a 1 de Agosto de 1928 e, apesar da sua evidente preferência pelas artes e letras, foi obrigado pelo pai a frequentar o Ensino Técnico, que detestava. A partir de 1947, formou, com Pedro Oom e Henrique Risques Pereira, um pequeno grupo à parte das actividades dos surrealistas. Em Março de 1949, partiu para Paris, onde permaneceu por dois meses. Datam provavelmente daí os seus primeiros contactos com o Hinduísmo, a Egiptologia, com o Ocultismo em geral.
De volta a Lisboa, colaborou com poemas e desenhos de títulos estranhos (Pequena Históra a Mais Fantástica dos Amorosos, Marfim Peixe, etc.) na que se chamou «1 Exposição dos Surrealistas», do grupo dissidente. A partir dessa altura, a amizade com Mário Cesariny acompanhá-lo-ia até aos últimos dias.
Em 1950 colaborou na redacção de vários manifestos e, em Carta a Cesariny, faz as primeiras declarações com referência aos objectivos do movimento surrealista. Apesar da aproximação, Lisboa prefere intitular-se «metacientista», e não surrealista, porque, argumenta, numa carta a Mário Cesariny, a «Surrealidade não é só do Surrealismo, o Surreal é do Poeta de todos os tempos, de todos os grandes poetas».
Morreu de tuberculose, com apenas 25 anos, mas a sua curta obra constitui indiscutivelmente um marco na literatura portuguesa. Durante a sua vida, António Maria Lisboa acreditou sempre no Surrealismo como liberdade e poesia totais, como se pode depreender da sua escrita.
Nasceu a 01 de Agosto de 1928 , Lisboa, Portugal
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