António Augusto Gonçalves Rodrigues

O Professor Catedrático António Augusto Gonçalves Rodrigues nasceu em Bragança, em 22 de Janeiro de 1906, onde fez a instrução primária e o liceu.
Com raízes em Paçó de Rio Frio, de onde eram oriundos alguns dos seus antepassados, licenciou-se em Folologia Germânica, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, em 1929.
António J.G. Rodrigues traça-nos uma breve síntese do curriculo de seu pai, que damos na íntegra.

Entre 1930-1933, foi bolseiro nas univs. de Bona e Londres, depois convidado para docente na Fac. de Letras de Coimbra, desde 1933. Leitor de Português em Oxford (1934-1937 e 1940-1941), bem como em Londres (1938-1940 e 1943-1945). Em Londres organizou os serviços da BBC para Portugal durante a Segunda Guerra Mundial, tendo sido o seu primeiro locutor. Doutorou-se, em 1951, sendo convidado para Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde ensinou com especial gosto pela Literatura Inglesa medieval e moderna, exercendo os cargos de Director (1952-1956) e de Vice-Reitor (1956-1962), sendo jubilado em 1976. Ao longo da sua passagem pela Faculdade, manifestou particular empenho na graduação académica de jovens assistentes, que a seu tempo se doutoraram, vindo a ocupar lugares cimeiros em diversas instituições científicas e universitárias. Aderindo desde jovem à Causa Monárquica, aceitou cargos políticos: Comissário Nacional da Mocidade Portuguesa (1951-1956), Deputado e Vice-Presidente da Assembleia Nacional (1961-1965). Fundou o Instituto Superior de Línguas e Administração em Lisboa, 1962, onde permaneceu como professor, director e administrador até 1998. O ISLA estendeu-se posteriormente a Santarém, Vila Nova de Gaia, Bragança e Leiria.
Autor de um grande número de artigos em periódicos e obras de consulta, traduziu ensaios e ficção narrativa inglesa. Merecem especial referência, de entre a obra publicada de A.A.Gonçalves Rodrigues, Novalis o Medievalismo Romântico, Coimbra, 1929; Mariana Alcoforado, História e Crítica de uma Fraude Literária, Coimbra, 1935 e 1943: D. Francisco Manuel de Melo e o Descobrimento da Madeira, Lisboa, 1935; A Novelística estrangeira em Versão Portuguesa no Período Pré-Romântico, Coimbra, 1951; O Protestante Lusitano, Coimbra, 1951 (tese de doutoramento); A Língua Portuguesa em Inglaterra nos Séculos XVII e XVIII Coimbra, 1951; Camões e a Sua Vera Efígie, Lisboa, 1968; Medievalismo e Modemidade na Tragédia Shakespeareana, Lisboa, 1965. A sua obra de investigação maior é A Tradução em Portugal, fruto de meio século de pesquisa sobre as traduções impressas em língua portuguesa, excluindo o Brasil, do século XVI aos nossos dias. Concebida para oito volumes, estão já impressos os quatro primeiros (Lisboa, 1992/92/93/94) estando prestes a sair o quinto volume.

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