Ana Cristina Ferrão

Natural de Lisboa, cidadã do mundo, Ana Cristina Ferrão dedica a alma e o coração à comunicação social, a par de uma carreira profissional absorvente na área da consultoria de sistemas de informação.
Em 1979, tem o seu primeiro contacto profissional com a rádio, através do programa O Som da Frente, na Rádio Comercial, e o célebre “bichinho” radiofónico instala-se. Cria e desenvolve para o mencionado programa a rubrica Sinais de Fumo, assinando também colaborações no programa de fim-de-semana A Caixa de Música, e realiza e co-apresenta a série de programas semanais Loiras, Ruivas e Morenas, dedicada, como o nome indica, à presença feminina na música. Ainda na Rádio Comercial realiza outras duas longas séries: uma dedicada a Jim Morrison e aos Doors, coincidente com o 25º aniversário da edição do single Light my Fire, intitulada Rei Lagarto e Outras Histórias, outra dedicada aos Beach Boys intitulada Beach Boys — um Sonho Americano.
Fora da rádio e no domínio da escrita, em 1990 acede ao convite dos Xutos & Pontapés e escreve o livro Conta-me Histórias, uma biografia da banda repleta de aventuras do célebre grupo nacional e de retrato social dos anos 80 em Portugal. Conta-me Histórias conseguiu um impacto notável no nível de vendas e comentários na imprensa, como o de Manuel Falcão (no Sete) que o considerou como «a inauguração do livro musical no nosso País» ou de Pedro Rolo Duarte que disse dele, ser “um verdadeiro objecto Rock”.
Desde o início ligada ao lançamento da XFM (1993), cria uma nova rubrica para os programas Grande Delta (de António Sérgio) e Café Virtual (de Aníbal Cabrita).
A convite de Manuel Hermínio Monteiro, escreve no mês de Agosto de 1995 um livro dedicado a Kurt Cobain, aos Nirvana e a Seattle, reunindo a publicação bilingue das canções de Cobain com «uma visão jornalística sul-europeia sobre o fenómeno Nirvana», como o viria a caracterizar Álvaro Costa no programa da Antena 3 Drive-in.
Em 1996 traduziu Touching from a Distance, a biografia de Ian Curtis, escrita pela sua mulher Deborah Curtis, que viu a edição portuguesa com o título Carícias Distantes.
Em 1997 regressou à Rádio Comercial assinando a série de rubricas F.U.C. — Fadas, Unicórnios e Cyborgs — um panfleto sonoro que se prolongou até 2002. De Fevereiro a Maio de 2002, realizou e apresentou Waiting on Waits, uma série semanal de emissões dedicadas a Tom Waits. Em Setembro desse ano realiza também “o desenho de estação” para o especial Pearl Jam que decorreu de Setembro a Novembro.
Desde 1999 Ana Cristina Ferrão é também a criadora e organizadora dos Seminários Super Bock Super Rock que se realizam a par do homónimo e célebre festival.
Fã de banda desenhada, incapaz de adormecer sem ler e ouvir música.

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