De 1834 a 1851, o recurso à violência política banalizou-se como forma de forçar uma mudança política, uma substituição de governo ou uma alteração constitucional. É esta história que se conta neste livro. Nestes anos, Portugal viveu entre revoluções, pronunciamentos, golpes e motins, incapaz de gerar modalidades de alternância regrada e pacífica no poder. Estas dependiam, fundamentalmente, de se chegar a um acordo sobre a norma constitucional, o que só depois da Regeneração, em 1851, se veio a alcançar. Até então, o radicalismo nunca se conformou com uma Constituição pensada para o marginalizar, entronizando uma oligarquia liberal que usava as prerrogativas régias, constitucionalmente consagradas, para se conservar no poder e explorar o Estado em benefício próprio. O radicalismo reagiu a esta espécie de ostracismo revoltando-se regularmente. A Revolução Francesa de 1789 legitimara o recurso à violência política como forma expedita e eficaz de abrir um atalho para um paraíso terrestre. Esta ilusão terminou com o fracasso da “Primavera dos Povos” de 1848 que, desacreditando a Revolução, abriu caminho ao diálogo entre Esquerda e Direita, que até então se haviam considerado reciprocamente como sujeitos ilegítimos da vida política. Esta mudança histórica pôs cobro ao “reinado da frase e do tiro” e tornou possível a Regeneração.
Sinopse
De 1834 a 1851, o recurso à violência política banalizou-se como forma de forçar uma mudança política, uma substituição de governo ou uma alteração constitucional. É esta história que se conta neste livro. Nestes anos, Portugal viveu entre revoluções, pronunciamentos, golpes e motins, incapaz de gerar modalidades de alternância regrada e pacífica no poder. Estas dependiam, fundamentalmente, de se chegar a um acordo sobre a norma constitucional, o que só depois da Regeneração, em 1851, se veio a alcançar. Até então, o radicalismo nunca se conformou com uma Constituição pensada para o marginalizar, entronizando uma oligarquia liberal que usava as prerrogativas régias, constitucionalmente consagradas, para se conservar no poder e explorar o Estado em benefício próprio. O radicalismo reagiu a esta espécie de ostracismo revoltando-se regularmente. A Revolução Francesa de 1789 legitimara o recurso à violência política como forma expedita e eficaz de abrir um atalho para um paraíso terrestre. Esta ilusão terminou com o fracasso da “Primavera dos Povos” de 1848 que, desacreditando a Revolução, abriu caminho ao diálogo entre Esquerda e Direita, que até então se haviam considerado reciprocamente como sujeitos ilegítimos da vida política. Esta mudança histórica pôs cobro ao “reinado da frase e do tiro” e tornou possível a Regeneração.Ficha Técnica
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