Um grupo de juízes das várias instâncias da jurisdição administrativa e
fiscal respondeu ao desafio da Associação Sindical dos Juízes
Portugueses para pensar as mudanças na justiça administrativa e fiscal.
Trata-se de um trabalho que, na continuidade de outros, concretiza uma
dimensão dos juízes enquanto cidadãos, que pensam a justiça e procuram
soluções para a sua melhor concretização em prol daqueles em nome de
quem julgam. Ao longo do texto, desenvolve-se uma análise eminentemente
prática, que procura respostas diretas para dificuldades concretas,
detetadas na vivência diária dos tribunais. A par de algumas sugestões
quanto à organização e funcionamento dos tribunais administrativos e
fiscais, as propostas incidem essencialmente sobre questões relativas ao
processo administrativo e ao processo tributário e resultam de
preocupações e experiências em boa parte comuns. A importância da
jurisdição administrativa e fiscal no interior do sistema de justiça, a
sua crescente relevância económica e social e o seu indispensável papel
na concretização da cidadania são inquestionáveis. Não obstante, os
tribunais administrativos e fiscais debatem-se com uma elevada
pendência, agravada pela escassez de meios humanos e materiais, com
consequentes atrasos processuais. A presente reflexão tem como intuito
principal contribuir com sugestões para a melhoria da eficácia da
justiça administrativa e fiscal e tem subjacente a convicção de que a
implementação das medidas propostas, mesmo quando envolva custos
iniciais, terá um impacto muito positivo no sistema de justiça e na
própria economia.
Sinopse
Ficha Técnica
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