As lendas de Bécquer decorrem, na sua maioria, nos tempos remotos da Idade Média peninsular, na esteira da moda romântica do tempo sintetizada por um estudioso becqueriano como o gosto pela ressurreição do passado histórico”.Para conhecer este passado, Bécquer deambulou por Espanha. E ao vaguear pelo mundo, como um atormentado viandante em demanda da paz que a vida não lhe prodigalizou e da beleza revelada pelo seu génio, encontrou três sítios de fascínio que para sempre o amarraram: Sevilha, uma saudade, Toledo, uma paixão, Soria e a serra do Moncayo, um alumbramento. É este o cenário privilegiado em que se animam as estátuas de pedra de igrejas e catedrais, onde ruínas e vielas guardam ciosamente os segredos do passado, em que o mistério das águas e das árvores, do vento e das ervas, se confunde com um cântico de espanto perante a gratuitidade do bem e a violência do mal, a imensidade do espaço e o abismo do silêncio, a infinitude do tempo e do amor. Poder-se-ia escolher uma epígrafe para as Lendas de Gustavo Adolfo Bécquer e a mais adequada seria, sem sombra de dúvida, o primeiro verso das suas Rimas: Eu sei um hino gigantesco e estranho”.
Sinopse
As lendas de Bécquer decorrem, na sua maioria, nos tempos remotos da Idade Média peninsular, na esteira da moda romântica do tempo sintetizada por um estudioso becqueriano como o gosto pela ressurreição do passado histórico”.Para conhecer este passado, Bécquer deambulou por Espanha. E ao vaguear pelo mundo, como um atormentado viandante em demanda da paz que a vida não lhe prodigalizou e da beleza revelada pelo seu génio, encontrou três sítios de fascínio que para sempre o amarraram: Sevilha, uma saudade, Toledo, uma paixão, Soria e a serra do Moncayo, um alumbramento. É este o cenário privilegiado em que se animam as estátuas de pedra de igrejas e catedrais, onde ruínas e vielas guardam ciosamente os segredos do passado, em que o mistério das águas e das árvores, do vento e das ervas, se confunde com um cântico de espanto perante a gratuitidade do bem e a violência do mal, a imensidade do espaço e o abismo do silêncio, a infinitude do tempo e do amor. Poder-se-ia escolher uma epígrafe para as Lendas de Gustavo Adolfo Bécquer e a mais adequada seria, sem sombra de dúvida, o primeiro verso das suas Rimas: Eu sei um hino gigantesco e estranho”.Ficha Técnica
- Actualmente 0 estrelas
- 1
- 2
- 3
- 4
- 5
(0 comentários dos leitores)