Onde está? O que faz? Em que pensa? Tudo o que se sabe de Jean Galmot durante essa época, é que estava arruinado, e deixara de ter quaisquer bens pessoais. Mas não podemos pensar numa falência, tal como deixa entrever o relatório entregue por Philippe Henriot à comissão de investigação do caso Stavisky, relatório esse que lança, também ele, uma luz inesperada e espantosa sobre a morte de Jean Galmot, até então um mistério. Galmot morreu em Caiena, a 6 de Agosto de 1928. Ao ser transferido para o hospital de Saint-Joseph acusou a criada, Adrienne, de o ter envenenado com uma mistela crioula que ela lhe servira.No seu leito de morte, depois de se ter confessado durante muito tempo ao padre Lavalle, foram estas as últimas palavras de Jean Galmot: Patifes! Patifes! Tramaram-me!”. Mas o tribunal, depois de ter admitido a hipótese de suicídio e após uma longa investigação em que não se conseguiu incriminar ninguém, acabou por concluir pela morte natural. Contrariamente, em Caiena, não havia ninguém que não dissesse que ele tinha sido assassinado. Mas assassinado por quem? E porquê? O horóscopo de Galmot acaba com esta constatação de Moricand: As direcções propostas indicam um mau período de trabalho entre Maio e Junho de 1928: um acontecimento muito grave e que é uma questão de vida ou de morte. Aconselho a pessoa em questão a viajar durante o Verão de 1938 e a evitar países dominados por Leão, nomeadamente a França”. O próprio Galmot escreveu: Recomeçar a vida?... Nunca... Mas... é verdade... um dia... surgiu uma mulher... e por ela, pensei recomeçar a vida. Haverá algum homem no mundo que, para encontrar uma mulher assim, não estaria disposto a embrenhar-se, chorando de alegria, pelo caminho sangrento que foi a minha vida?” Como tudo isto, hoje, nos parece estranho!”B.C. 1934
Sinopse
Onde está? O que faz? Em que pensa? Tudo o que se sabe de Jean Galmot durante essa época, é que estava arruinado, e deixara de ter quaisquer bens pessoais. Mas não podemos pensar numa falência, tal como deixa entrever o relatório entregue por Philippe Henriot à comissão de investigação do caso Stavisky, relatório esse que lança, também ele, uma luz inesperada e espantosa sobre a morte de Jean Galmot, até então um mistério. Galmot morreu em Caiena, a 6 de Agosto de 1928. Ao ser transferido para o hospital de Saint-Joseph acusou a criada, Adrienne, de o ter envenenado com uma mistela crioula que ela lhe servira.No seu leito de morte, depois de se ter confessado durante muito tempo ao padre Lavalle, foram estas as últimas palavras de Jean Galmot: Patifes! Patifes! Tramaram-me!”. Mas o tribunal, depois de ter admitido a hipótese de suicídio e após uma longa investigação em que não se conseguiu incriminar ninguém, acabou por concluir pela morte natural. Contrariamente, em Caiena, não havia ninguém que não dissesse que ele tinha sido assassinado. Mas assassinado por quem? E porquê? O horóscopo de Galmot acaba com esta constatação de Moricand: As direcções propostas indicam um mau período de trabalho entre Maio e Junho de 1928: um acontecimento muito grave e que é uma questão de vida ou de morte. Aconselho a pessoa em questão a viajar durante o Verão de 1938 e a evitar países dominados por Leão, nomeadamente a França”. O próprio Galmot escreveu: Recomeçar a vida?... Nunca... Mas... é verdade... um dia... surgiu uma mulher... e por ela, pensei recomeçar a vida. Haverá algum homem no mundo que, para encontrar uma mulher assim, não estaria disposto a embrenhar-se, chorando de alegria, pelo caminho sangrento que foi a minha vida?” Como tudo isto, hoje, nos parece estranho!”B.C. 1934Ficha Técnica
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