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- AnaCris: A doçura das palavras duras, a dor expressa em suaves melodias, a clareza das ideias, o ritmo certo. A vontade de reler o parágrafo anterior que depois se descobre que afinal era o capítulo todo a que apetecia voltar. A descoberta de tantas palavras bonitas, revestidas de novos e tantos significados. Meia dúzia de dias repletos de um longo e penoso passado revivido com dor e no entanto tão bonito... 11 Maro 2011 às 23:34:31
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José Pacheco:
«É certamente uma das grandes surpresas dos últimos anos nas letras portuguesas: um início brutal (arrepiante), num livro que nos agarra desde as primeiras linhas, e que, sobretudo a partir do terceiro capítulo se revela (no meu caso, foi esse o momento mágico) como uma obra de grande força e maturidade. Há muito que não lia nada assim em português...»
Mário Marcão 10 Maro 2011 às 19:20:54
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Sinopse
“A relação de Virgílio e Dulce continha, desde a génese, um projecto de tristeza. De outra maneira: o seu amor possuía em si um pigmento desagregador inato, fatal e profundo, um desgaste intrínseco e congénito. Algo que não era devido ao tempo nem à acumulação das contrariedades, mas fazia parte do código genético desse amor. Uma bomba ao retardador que, minuto a minuto, se ia libertando da sua amnésia. E até no início da paixão, quando esta não tivera tempo para esmorecer ainda, nem interrogar-se demasiado a si mesma, já existiam momentos metafísicos em que um ou outro davam por si a querer saber: «Mas que faço eu aqui?».”
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