Lisboa, Modos de Habitar, de Domingos Lobo, um breviário
afectivo da cidade, constituído por um significativo conjunto de poemas
que levam por título lugares de que a memória se mostra prisioneira. Um
itinerário de sombras pessoais, com alguns flashes festivos que a
revisitação da infância faz vir à superfície, como na espinha dorsal do
livro, os 7 poemas com o título geral de «O eléctrico da Rua do Arco do
Cego» (acrescidos de um último olhar sob o signo da cegueira), a partir
da imagem do eléctrico, símbolo de um tempo lento, agente de percursos
intermináveis de quem, no fundo, não saía do mesmo sítio. O poeta da
recolha que agora se publica traz-nos os registos pessoais e familiares,
mas também a perspectiva social e histórica de um tempo de formação, de
aprendizagem da vida, da descoberta dos outros, das emoções, do peso da
existência e da leveza do sonho.
Sinopse
Ficha Técnica
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