Muito se discute sobre a crise do sistema penitenciário português.
Contrariando a opinião da maioria e acreditando na recuperação do homem
que errou, o autor apresenta, através do uso da mediação, algumas
reflexões e propostas que revolucionam o sistema penitenciário,
aumentando o índice de recuperação do ser humano recluído, reduzindo o
uso da força e da violência prisional. Aborda ainda questões candentes e
de interesse universal: conflito, violência, segurança, capacidade de
recuperação e readaptação social do recluso, bem como as contradições do
sistema prisional português. E o autor inova: ao reconhecer a realidade
conflitual do ambiente prisional pretende explorar uma via de resolução
dos conflitos para que a prisão seja apenas o que tem de ser, mas em
que o sofrimento resultante da privação da liberdade, que é inerente à
pena, não seja desmesuradamente agravado pelo autoritário e anquilosado
poder disciplinar regimental, que impõe a subserviência estúpida,
sujeitando o preso à própria negação da sua humanidade para poder
"sobreviver". O livro pretende ser um sério contributo, jurídica e
pessoalmente informado, para «um novo rumo na execução da pena de
prisão».
Sinopse
Ficha Técnica
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