Escritos dos anos de 1970 a 1974 “Passada a primeira emoção provocada pelos acontecimentos de 25 de Abril, começa a grande experiência para os portugueses que é ultrapassar o dramatismo da exigência histórica, para assumir em plena realidade os problemas da nação. A palavra revolução, no sentido de movimento para a expansão de todas as possibilidades duma sociedade traumatizada, tem que ter uma breve actualidade, segue-se a imediata consciência duma crise que não pode resolver-se apenas com afirmações de posição. A crise está instalada em concretas e definidas linhas, concerne à energia, à inflação, ao ultramar, à ordem social, à dinâmica das relações com o estrangeiro, às aspirações da comunidade para uma segurança que reflicta factores éticos e económicos. Liberdade e disciplina, responsabilidade e trabalho são as quatro opções que impedem a morte da iniciativa pessoal e a desautorização da esperança colectiva. … É certo que uma linguagem a que só o passado dava convicção nos impacientava a todos. Mas não basta declará-la redundante e ineficaz. É preciso encontrar um caminho honroso, suportável, disponível, tanto para nós como nação e indivíduos, como para o mundo como interlocutor e como participante.”
Sinopse
Escritos dos anos de 1970 a 1974 “Passada a primeira emoção provocada pelos acontecimentos de 25 de Abril, começa a grande experiência para os portugueses que é ultrapassar o dramatismo da exigência histórica, para assumir em plena realidade os problemas da nação. A palavra revolução, no sentido de movimento para a expansão de todas as possibilidades duma sociedade traumatizada, tem que ter uma breve actualidade, segue-se a imediata consciência duma crise que não pode resolver-se apenas com afirmações de posição. A crise está instalada em concretas e definidas linhas, concerne à energia, à inflação, ao ultramar, à ordem social, à dinâmica das relações com o estrangeiro, às aspirações da comunidade para uma segurança que reflicta factores éticos e económicos. Liberdade e disciplina, responsabilidade e trabalho são as quatro opções que impedem a morte da iniciativa pessoal e a desautorização da esperança colectiva. … É certo que uma linguagem a que só o passado dava convicção nos impacientava a todos. Mas não basta declará-la redundante e ineficaz. É preciso encontrar um caminho honroso, suportável, disponível, tanto para nós como nação e indivíduos, como para o mundo como interlocutor e como participante.”Ficha Técnica
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