Michel Mollat reconstrói as etapas históricas e as implicações culturais e sociais da relação com o mar, que foi decisiva na construção histórica da Europa. Foi o mar quem fez a talassocracia ateniense, mais tarde ofereceu um império a Roma, ou, mais tarde ainda conteve as invasões bárbaras. Foi também veículo de ideias, de influências culturais e religiosas, como a do Cristianismo, foi base de reinos e de poderios. Sem mar, Veneza e Génova não teriam sido o que foram, Portugal não teria sido figura de proa na descoberta de novos mundos. A análise aqui empreendida revela semelhanças e oposições entre os países marítimos europeus, e permite discernir como os Europeus tomaram a pouco e pouco consciência do que lhes é comum, apesar das concorrências e dos conflitos. Uma Europa mercantil foi emergindo, ao longo dos séculos, e à medida que a frequência das relações marítimas se desenvolvia, a expansão sobre os mares estimulou o despertar de uma consciência europeia. Deste quadro o autor tira conclusões para o presente, firmando a sua ênfase na necessidade de atentar nesse riquíssimo legado comum, por vezes esquecido e até ameaçado.
Sinopse
Michel Mollat reconstrói as etapas históricas e as implicações culturais e sociais da relação com o mar, que foi decisiva na construção histórica da Europa. Foi o mar quem fez a talassocracia ateniense, mais tarde ofereceu um império a Roma, ou, mais tarde ainda conteve as invasões bárbaras. Foi também veículo de ideias, de influências culturais e religiosas, como a do Cristianismo, foi base de reinos e de poderios. Sem mar, Veneza e Génova não teriam sido o que foram, Portugal não teria sido figura de proa na descoberta de novos mundos. A análise aqui empreendida revela semelhanças e oposições entre os países marítimos europeus, e permite discernir como os Europeus tomaram a pouco e pouco consciência do que lhes é comum, apesar das concorrências e dos conflitos. Uma Europa mercantil foi emergindo, ao longo dos séculos, e à medida que a frequência das relações marítimas se desenvolvia, a expansão sobre os mares estimulou o despertar de uma consciência europeia. Deste quadro o autor tira conclusões para o presente, firmando a sua ênfase na necessidade de atentar nesse riquíssimo legado comum, por vezes esquecido e até ameaçado.
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