Apresentação
Em 1965, Jacó Guinsburg, juntamente com um grupo de amigos, fundou a Editora Perspectiva a fim de concretizar um programa editorial bastante ambicioso. Primeiramente, realizou a Coleção Judaica que abarcou, no plano ficcional e do pensamento, a produção dos quatro milênios de existência do povo judeu.
Logo a seguir, a Editora partiu para a publicação da ensaística de ponta nos diferentes ramos das artes, literatura, filosofia, lingüística, ciências humanas, criando a Coleção Debates, com contribuições significativas e, às vezes, fundamentais, de autores como: Umberto Eco, Roman Jakobson, Max Bense, Martin Buber, Tzvetan Todorov, Fernand Braudel, Gershom Scholem, Antonio José Saraiva, José Augusto Seabra, Anatol Rosenfeld, Benedito Nunes, Affonso Ávila, Augusto de Campos, Haroldo de Campos, Décio de Almeida Prado, Sábato Magaldi, para citar alguns dos autores dos mais de trezentos títulos já publicados.
Prosseguindo na trilha da Coleção Debates, a Editora lançou a Coleção Estudos, hoje com mais de duzentos títulos de filosofia, psicanálise, crítica, literatura, arquitetura, semiótica, entre outros, cujos autores aprofundam e ampliam seus temas e suas discussões.
Trata-se de duas coleções onde, não só a qualidade textual, como a sua relação com a proposta visual transformam seus volumes em obras de leitura instrutiva e, muitas vezes, de consulta indispensável nos diferentes domínios da cultura ampla e/ou especializada, tendo na bibliografia brasileira uma presença não descartável.
Mas, em 1995, ao completar três décadas de militância editorial, a Editora Perspectiva pode contar entre suas realizações não apenas com as séries Debates e Estudos, pois ao longo do tempo desenvolveu outras coleções como a Stylus, especializada em estudos de arte, estilística e de estéticas; a Coleção Textos que reúne em seus livros, de forma mais antológica, a produção poética de um período, a ensaística, a dramaturgia de um autor, por exemplo. A Coleção Elos são volumes de pequeno formato de "grandes textos" curtos de autores significativos, em termos que vão da política à estética, filosofia à crítica literária; a Coleção Khronos são livros com sínteses temáticas e bibliografias críticas no campo da história.
Além dos volumes ligados à área da arquitetura como História da Arquitetura Moderna e História da Cidade de Leonardo Benevolo, a Editora dedica-se também a outras coleções especiais: a Signos, dirigida por Haroldo de Campos até 2003 e, atualmente, por Augusto de Campos, onde o projeto gráfico e o textual definem uma produção poética de Vanguarda; a Signos-Música, que trata de trabalhos acompanhados de gravações em discos e CDs de compositores e temas de Vanguarda da arte musical; a Coleção Paralelos, que atualmente está passando por uma remodelação em seu design, de romances e contos.
Uma coleção denominada Perspectivas foi lançada em 1995, hoje com cerca de cinco volumes, oferecendo ao público brasileiro uma série que pretende reunir textos importantes na área teatral, biográfica e literária. E em 1999, iniciou-se com A Ópera na França a publicação de uma História da Ópera em quinze volumes, dos quais nove já publicados até 2004, como parte de uma coleção de títulos sobre história do Teatro e dicionário de Arte.
Uma nova coleção, Big Bang, ampliou o catálogo da Editora Perspectiva. O primeiro volume, Uma Nova Física, inaugurou uma nova série que aborda os problemas polêmicos da ciência e da epistemologia e que já reúne cinco títulos, a saber: Uma Nova Física, Diálogos Sobre o Conhecimento, O Universo Vermelho, Dicionário de Filosofia e Arteciência.
A Editora possui também em seu catálogo vários títulos sem coleção, com temas ligados à arquitetura, direito talmúdico, desenho estrutural, teoria da linguagem etc.
A Editora Perspectiva representou e representa, para seus diretores, colaboradores intelectuais e técnicos, uma opção cultural mais do que um empreendimento puramente comercial. De fato, nas suas escolhas pouco geradas pelas tendências do mercado, esta Editora persiste na sua programação, adaptando-se às circunstâncias da crise que o Brasil viveu e está em processo de superação.
Dentre seus 800 títulos até agora editados, pode-se dizer que em sua grande maioria, eles são de interesse permanente e de primeira necessidade cultural para o seu público: estudantes, professores e leitores que buscam nos livros análises aprofundadas, visões clássicas, assim como as renovadoras que definem a modernidade da cultura.
